sábado, 21 de setembro de 2019

34º dia – Santo Padre Pio e o combate com o demônio





Texto de Padre Gabriele Amorth, exorcista do Vaticano:
Padre Pio foi bastante amado, mas sabia bem que haviam os inimigos terríveis, que o odiavam à morte. Não eram os homens, que podem ter se enganado por informações recebidas, por preconceitos, por incompreensões. Os verdadeiros inimigos eram os demônios; inimigos do padre e inimigos de qualquer um de nós.

Creio que na vida de Padre Pio se pode deparar, de modo bastante evidente, a uma realidade na qual muitos não creem, porque esses espíritos agem ocultamente. É uma realidade terrível que São Paulo exprime assim:

“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6,11-12).

A indicação que São Paulo fala dos demônios é muito precisa, porque os chama com o nome de sua ordem de classificação. Creio que esta tenha sido uma das missões de Padre Pio: uma luta evidente, para ele visível, contra o verdadeiro e oculto inimigo; o terrível inimigo de todos.

Muitas vezes, principalmente nas transmissões televisivas, me perguntam se vi o diabo e como poderia descrevê-lo. O diabo, como todo o mundo angélico ao qual faz parte, é um espírito; não possui um corpo, não é visível e não é descritível. Se é visto de modo sensível, deve se servir de uma forma fictícia, que assume de acordo com o que vai provocar.

É como os anjos. Quando o arcanjo Rafael se ofereceu de acompanhar o filho de Tobit, tinha a aparência de um jovem com trajes de viagem; Santa Francesca Romana via seu anjo da guarda na forma de um menino belíssimo, e é por isso que vem representada perto de um jovem; outras aparições angelicais assumiram a imagem de um ser luminoso. Adotam aparências diferentes para percebermos sua presença, mas não de acordo com a sua realidade, a realidade de um ser espiritual.

O demônio também segue esse critério. Para fazer notar sua presença, recorre a um aspecto que corresponde ao que vai provocar: medo, sedução, engano. Notamos que Padre Pio, no final da primeira infância, havia tido visões celestiais, tanto que acreditava ser um fato comum a todos. Mas viu também os demônios, quase sempre com aspectos horríveis, que o amedrontavam profundamente. E por toda a sua vida continuou a ver esses seus inimigos cruéis, em aspectos diversos, quase sempre na sua pessoa maligna, ainda que a veste não fosse aquela real de sua natureza de puro espírito.

Em algumas vezes o padre havia visto os demônios como seres horríveis, que o atormentavam, o batiam com ruídos de corrente, deixando-o marcado e sangrando. Outras vezes apareciam como horríveis animais, rosnando e aterrorizando. É muito significativa a descrição dos assaltos demoníacos, que ele fez de onde os superiores o haviam mandado em 1911, para que completasse os estudos e aprendesse as eloquências sacras.

Foi uma das tantas visitas breves e sofridas, que terminaram com o retorno à sua região de Pietrelcina. Foi em Venafro que pela primeira vez se manifestou claramente o mundo interior de Padre Pio, seja pelos assaltos dos demônios, seja pelo êxtase que sempre o seguiram, quando o padre falava livremente ao Senhor ou à Mãe, sem se dar conta se qualquer irmão estava presente e escutava.

O demônio aparecia algumas vezes em forma de um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia na forma de jovens moças nuas e provocativas, que dançavam de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem sacerdote na sua castidade.

Mas o maior perigo era quando o demônio tentava enganar Padre Pio aparecendo de forma sacra (o Senhor, a Virgem, São Francisco…), sobretudo na forma de pessoas as quais era submisso (o superior da casa, o superior provincial, seu diretor espiritual…). Para este último caso Padre Pio havia preparado um método de discernimento que depois sugeriu a alguns de seus filhos espirituais e que encontramos já em Santa Teresa d’Ávila, mesmo que Padre Pio não tenha lido os escritos da santa carmelita. O que fazer para distinguir? Quando aparecia verdadeiramente o Senhor, a Virgem, o anjo de guarda, o padre havia notado que uma rápida sensação de temor, de espanto; mas depois, terminada a aparição sentia grande paz.

Quando, ao contrário, era o maligno que se apresentava em uma aparência sacra, o padre sentia uma alegria imediata, atrativa; mas depois ele tinha a impressão amarga, uma grande sensação de tristeza.

E as almas próximas, o que via Padre Pio? Talvez visse claramente o despojo de Satanás.

Em todo caso, Padre Pio o disse à pessoa interessada e somente a ela. Penso que normalmente não visse o demônio, mas o combatia com força; sabia muito bem a sua ação principal, aquela à qual todos nos sujeitamos, da tentação. Ainda, durante as confissões, fazia gestos com as mãos como que para afastar qualquer coisa. Rezava ao Senhor para libertar o penitente das tentações ou dos hábitos cativos; Santo Afonso, que é mestre nesta matéria, sugeria que os confessores, em certos casos, fizessem mentalmente um pequeno exorcismo, antes de proceder a confissão.

Creio que se possa dizer com certeza que a maior luta de Padre Pio com o demônio acontecia para salvar as almas, seja na confissão, seja quando rezava por todos os seus filhos. Recordo que na luta contra a ação extraordinária do demônio, Padre Pio tinha um particular poder e um particular discernimento, como vemos em tantos santos e santas, por serem exorcistas e não como faziam o exorcismo. Muitas vezes encontrou pessoas possessas pelo demônio e o comportamento do padre variava de caso em caso.

Direi que havia um particular discernimento de saber se a pessoa estava pronta ou não para a libertação. Uma vez um sacerdote acompanhou um jovem, carregado por dois robustos amigos, que no momento da comunhão gritou e contorceu-se com força; os olhos de Padre Pio somente tremeram, o padre olhou fixamente para ele e disse somente uma palavra: “Vá-te”. Naquele momento o jovem foi libertado.

Mas as libertações imediatas são raras. Lembro de uma moça que vinha acompanhada no momento da Comunhão porque era muito perturbada pelo Maligno: batia os dentes, virava e revirava a cabeça; Padre Pio estava com uma partícula na mão e se recusava a lhe dar a Comunhão.

Uma outra vez, o padre Faustino Negrini foi acompanhado de uma moça, Agnese Salomoni, saída de uma possessão tremenda, “porque era a melhor moça da paróquia”, e haviam feito um malefício contra ela. Agora aquele sacerdote, pároco de Torlone Casaglio (Brescia) não sabia que terminaria sua longa vida como exorcista diocesano. Padre Pio deu uma simples benção, que parecia sem fruto. Depois encarregou o pároco de terminar a libertação, que, precisou de três anos de orações! Creio que Padre Pio havia entendido que não era a hora de libertá-la.

Outras vezes, o Padre aconselhou exorcistas, em quase todos os casos, recomendando-os. Foi assim com Pe. Cipriano, de S. Severo e com Pe. Cândido, de Roma; encorajou e acompanhou o confrade Pe. Tarcíssio de San Giovanni Rotondo, que escreveu um pequeno livro sobre este lado da vida de Padre Pio.

Padre Pio sempre obedeceu as autoridades eclesiásticas, também a custo de um heroico sofrimento, sempre com estima e amor. A luta de toda a sua vida foi ininterruptamente conduzida contra o inimigo de Deus e das almas, o demônio.

Ele os viu em múltiplas formas e levou muitas pancadas, que penso terem sido permitidas para recordar o mundo incrédulo de hoje sobre essa presença. Os fatos externos, visíveis e dolorosos de Padre Pio dão uma pequena ideia dos acontecimentos ocultados, da gravidade do pecado, contra tudo aquilo o que devemos lutar.

Seu dia a dia se desenrolava com o ritmo monótono e árduo de sempre. As várias proibições não atingiram o movimento dos fiéis, que encontravam em Padre Pio um confessor, um padre educador, aquele que sabia corrigir as vidas desencaminhadas e levá-las a Deus. Não era percebido o seu sofrimento, mesmo que estivesse continuamente sofrendo.

Os tempos tenebrosos não fizeram Padre Pio perder o afetuoso contato com os seus filhos espirituais e nem o bom senso de humor, que se manifestava sempre nos momentos de recreação com os confrades, aos quais se juntavam também alguns de seus filhos espirituais mais ativos.

(Padre Pio Breve história de um santo, do Pe. Gabriele Amorth)



sexta-feira, 20 de setembro de 2019

33º dia – O Padre Pio e os anjos da guarda





O Santo Padre Pio, durante sua vida, teve encontros com anjos e chegou a conhecê-los bem. E também recebeu locuções interiores que teve de discernir de quem vinham e como deveria agir com relação a elas.
Em uma carta escrita em 15 de julho de 1913 a Anitta, ele oferece uma série de valiosos conselhos sobre como agir com relação ao anjo da guarda, às locuções e à oração.

“Querida filha de Jesus:
Que o seu coração sempre seja o templo da Santíssima Trindade, que Jesus aumente em sua alma o ardor do seu amor e que Ele sempre lhe sorria como a todas as almas a quem Ele ama. Que Maria Santíssima lhe sorria durante todos os acontecimentos da sua vida, e abundantemente substitua a mãe terrena que lhe falta.

Que seu bom anjo da guarda vele sempre sobre você, que possa ser seu guia no áspero caminho da vida. Que sempre a mantenha na graça de Jesus e a sustente com suas mãos para que você não tropece em nenhuma pedra. Que a proteja sob suas asas de todas as armadilhas do mundo, do demônio e da carne.

Você tem uma grande devoção a esse anjo bom, Anita. Que consolador é saber que perto de nós há um espírito que, do berço ao túmulo, não nos abandona em nenhum instante, nem sequer quando nos atrevemos a pecar! E este espírito celestial nos guia e protege como um amigo, um irmão.

É muito consolador saber que esse anjo ora sem cessar por nós, oferece a Deus todas as nossas boas ações, nossos pensamentos, nossos desejos, se são puros.

Pelo amor de Deus, não se esqueça desse companheiro invisível, sempre presente, sempre disposto a nos escutar e pronto para nos consolar. Ó deliciosa intimidade! Ó deliciosa companhia! Se pudéssemos pelo menos compreender isso...!

Mantenha-o sempre presente no olho da sua mente. Lembre-se com frequência da presença desse anjo, agradeça-lhe, ore a ele, mantenha sempre sua boa companhia. Abra-se a ele e confie seu sofrimento a ele. Tome cuidado para não ofender a pureza do seu olhar. Saiba disso e mantenha-o bem impresso em sua mente. Ele é muito delicado, muito sensível. Dirija-se a ele em momentos de suprema angústia e você experimentará sua ajuda benéfica.

Nunca diga que você está sozinha na batalha contra os seus inimigos. Nunca diga que você não tem ninguém a quem abrir-se e em quem confiar. Isso seria um grande equívoco diante desse mensageiro celestial.

No que diz respeito às locuções interiores, não se preocupe, tenha calma. O que se deve evitar é que o seu coração se uma a estas locuções. Não dê muita importância a elas, demonstre que você é indiferente. Não despreze seu amor nem o tempo para essas coisas. Sempre responda a estas vozes:

“Jesus, se és Tu quem está me falando, permite-me ver os fatos e as consequências das tuas palavras, ou seja, a virtude santa em mim.”

Humilhe-se diante do Senhor e confie nele, gaste suas energias pela graça divina, na prática das virtudes, e depois deixe que a graça aja em você como Deus quiser. É a virtude que santifica a alma, e não os fenômenos sobrenaturais.

E não se confunda tentando entender que locuções vêm de Deus. Se Deus é seu autor, um dos principais sinais é que, no instante em que você ouve essas vozes, elas enchem sua alma de medo e confusão, mas logo depois a deixam com uma paz divina. Pelo contrário, quando o autor das locuções interiores é o diabo, elas começam com uma falsa segurança, seguida de agitação e um mal-estar indescritível.

Não duvido em absoluto de que Deus seja o autor das locuções, mas é preciso ser cautelosos, porque muitas vezes o inimigo mistura uma grande quantidade do seu próprio trabalho através delas.

Mas isso não deve assustá-la; a isso foram submetidos os maiores santos e as almas mais ilustradas, e que foram acolhidas pelo Senhor.

Você precisa simplesmente ter cuidado para não acreditar nessas locuções com muita facilidade, sobretudo quando elas se digam como você deve se comportar e o que tem de fazer. Receba-as e submeta-as ao juízo de quem a dirige espiritualmente. E siga a sua decisão.
 Portanto, o melhor a se fazer é receber as locuções com muita cautela e indiferença constante. Comporte-se dessa maneira e tudo aumentará seu mérito diante do Senhor. Não se preocupe com sua vida espiritual: Jesus a ama muito. Procure corresponder ao seu amor, sempre progredindo em santidade diante de Deus e dos homens.

Ore vocalmente também, pois ainda não chegou a hora de deixar estas orações. Com paciência e humildade, suporte as dificuldades que você tem ao fazer isso. Esteja sempre pronta também para enfrentar as distrações e a aridez, mas nunca abandone a oração e a meditação. É o Senhor que quer tratá-la dessa maneira para seu proveito espiritual.

Perdoe-me se termino por aqui. Só Deus sabe o muito que me custa escrever esta carta. Estou muito doente; reze para que o Senhor possa desejar me livrar desse pequeno corpo logo.

Eu a abençoo, junto à excelente Francesca. Que você possa viver e morrer nos braços de Jesus.

Pe. Pio”

Fonte:
http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/o-padre-pio-e-os-anjos-da-guarda-5777165983416320



quinta-feira, 19 de setembro de 2019

32º dia – Relatos atuais sobre os Anjos após a “quase” morte – Parte 4





Eu me dei conta de que não caminhava sozinha
Às 3h 30min de uma madrugada de junho de 1959, Glenn Perkins acordou de repente, depois de sonhar que sua filha, gravemente doente e hospitalizada, precisava dele. Ele se vestiu, comeu alguma coisa rapidamente, instalou-se ao volante por volta das 4h15min e dirigiu-se para o hospital. Chegou lá às cinco horas. No mesmo momento, no quarto 336 do Union Hospital de Indiana, Terre-Haute, o médico constatava a morte de Betty e a declarava oficialmente morta. A apendicite gangrenada, acrescida de uma espécie de pneumonia, tinha destruído seu estômago e os seus ovários, antes de afetar o resto do corpo. O lençol do leito foi estendido sobre seu rosto pela enfermeira, que saiu sem fazer ruído para dar a notícia aos pais. Enquanto ela telefonava e preenchia os formulários administrativos relativos ao falecimento, Glenn Perkins subiu os degraus de três em três, bruscamente invadiu o quarto e viu o lençol cobrindo o rosto de sua filha. Estupefato, ele se jogou sobre o leito e rezou, chorando, "Jesus, Jesus"...

Betty, por sua vez, se encontrava do outro lado. Essa experiência a abalou tanto que, em 1977, ela publicou seu relato nos mínimos detalhes (My flimpse of eternity, 1977, Berry Malz, Chosen Books, Nova York). O mais notável em sua história é que ela não se lembra de ter passado por um túnel:

“A transição foi serena e tranquilizadora. Eu despertei ao pé de uma belíssima colina. Apesar de escarpada, eu a escalei sem nenhum esforço e um profundo êxtase invadiu meu corpo. A minha volta toda estendia-se um maravilhoso e profundo céu azul, sem nenhuma nuvem. Olhando de novo, reparei que não havia nenhuma estrada, nem caminho. Entretanto, eu parecia saber aonde ia. Então me dei conta de que não estava caminhando sozinha. À minha esquerda, e um pouco atrás de mim, havia um grande personagem, de aspecto masculino, trajando uma túnica. Perguntei-me se seria um anjo e tentei ver se ele tinha asas. Mas de frente, eu não podia ver suas costas. Senti, no entanto, que ele podia ir por todo canto onde quisesse, e muito rapidamente. Nós não falávamos. De certo modo, isso não parecia necessário, já que seguíamos na mesma direção. Eu percebi que ele não me era estranho. Ele me conhecia e eu sentia uma estranha cumplicidade. Onde já nos teríamos encontrado? Será que nos conhecíamos desde sempre? Parecia que sim. Aonde estaríamos indo agora?

Como caminhávamos juntos, eu não via o sol, mas a luz estava por toda parte. Senti que nós podíamos ir aonde quiséssemos e instantaneamente. A comunicação entre nós era feita através de projeções de pensamentos. Justo no instante em que atingíamos o topo da colina, eu ouvi a voz do meu pai chamando "Jesus, Jesus". Sua voz parecia distante. Pensei em dar meia-volta para ir encontrá-lo. Não fiz isso porque eu sabia que meu destino estava à frente. (...) O anjo parou à minha frente e colocou a palma da sua mão sobre uma porta que eu não tinha observado antes. Eu vi o que parecia (por trás da porta) uma rua em tons dourados coberta de vidro ou de água. A luz amarela que apareceu era deslumbrante. Impossível descrevê-la. Não vi nenhuma silhueta, mesmo tendo a consciência de haver ali uma pessoa. De repente, soube que aquela luz era Jesus, que a pessoa era Jesus. Eu não precisava me mexer.
A luz estava toda à minha volta. Parecia que havia um certo calor lá dentro, como se eu estivesse exposta aos raios de sol; meu corpo começou a irradiar. Cada parte de mim estava absorvida por essa luz. Eu me sentia envolvida pelos raios dessa energia poderosa, penetrante e magnética. O anjo me olhou e me comunicou o pensamento: "Você quer entrar e reunir-se a eles?" Todo meu corpo queria entrar lá, mas eu hesitei. Eu tinha escolha? Então me lembrei da voz do meu pai. Talvez eu devesse partir e encontrá-lo. "Eu gostaria de ficar e cantar um pouco mais, e depois voltar para a colina", respondi finalmente. Mas era tarde demais. Suavemente, as portas se uniram numa folha de pérolas e nós recomeçamos a descer a mesma magnífica colina. Dessa vez, a parede estava à minha esquerda e o anjo caminhava à minha direita”.

Betty reintegrou-se ao seu corpo e ao seu leito, com textos do Evangelho dançando diante de seus olhos. Foi seu pai que, sempre ao pé do leito, detectou um movimento sob o lençol e chamou as enfermeiras. No hospital ninguém conseguiu compreender como ela pôde voltar, pois já estava morta. Emagrecida devido às semanas de tratamento médico intensivo e à ausência quase total de alimentos, Betty quis comer em seguida, para o maior espanto da equipe hospitalar, que a proibiu formalmente. Ela não se deu por vencida. Por acaso, uma bandeja de refeição, que não era para ela, aterrissou em seu quarto pouco depois de seu retorno da colina. Por acaso? Ela atacou a bandeja e a limpou rapidamente. Não houve nenhuma consequência desastrosa. Seu médico a advertiu: seus ovários, atacados pela infecção maciça, nunca poderiam cumprir suas funções. Ele chegou até a aconselhá-la a retirá-los cirurgicamente, e, antes dessa operação, usar um método contraceptivo para evitar a concepção de um bebê deformado. Alguns dias mais tarde, ela deixou o hospital em perfeita saúde, fez amor em seguida, e engravidou. Ela não teve absolutamente nenhuma sequela de sua doença, e seu bebê nasceu perfeito. Isso se chama um milagre documentado.

Voltemos à NDE. Ela despertou após sua morte e andou numa direção determinada que ela parecia conhecer. De repente, ela se virou e descobriu que não estava sozinha. Um personagem de aspecto masculino, vestido com uma túnica branca, estava atrás dela. Betty Malz escreveu em 1986, num segundo livro, que ela nunca poderia ter imaginado um ser dotado de tal beleza, de tal poder e segurança Ela utilizou em seguida o termo anjo, e quis verificar se ele tinha asas! Não, ele não tinha, mas ela teve a sensação de conhecê-lo há muito tempo. Sentiu também que ele era capaz de se deslocar numa fração de segundo para onde quisesse: "Ele me conhecia e eu sentia uma estranha cumplicidade. Onde já nos teríamos nos encontrado? Será que nos conhecíamos desde sempre? Parecia que sim.” (...)
Após uma breve observação dessa nova Jerusalém, Betty é levada suavemente para a célebre pseudo-escolha: "Você quer entrar?".

Ela tenta encontrar um meio-termo, mas não consegue. Volta ao corpo acompanhada por seu guia. Ao reencontrar seu corpo físico, Betty Maiz não imaginava que esse sonho acordado mudaria toda a sua vida.

Uma escada de anjos
O herdeiro do célebre instituto de pesquisas de opinião Gallup, Georges Gallup Jr., leu as obras de Moody e se apaixonou assunto a ponto de realizar uma pesquisa sobre as NDE (EQM) em âmbito nacional, o que, se levarmos em conta as dimensões dos Estados Unidos, foi uma façanha inédita.

Os resultados dessa pesquisa o surpreenderam e ele decidiu analisá-las em profundidade. Seu livro, Adventures in immortality (McGrow Hill, 1982, Nova York), é apaixonante pois apresenta um quadro preciso sobre o que se passa após a morte e, sobretudo, ao confrontar todos os depoimentos reunidos por seus pesquisadores, sobre o que descobriremos talvez no céu. Seus resultados confirmam, em todos os pontos, as sínteses de Moody e Ring. Entre seus relatos, encontramos o caso, realmente fora do comum, duma enfermeira da Pennsylvania, que tinha 70 anos no momento da entrevista. Ela contou aos pesquisadores da Gallup a experiência que vivera 53 anos antes, quando decidiu dar à luz em casa.

O médico da família enfrentou alguns problemas no momento do parto, e teve de usar o fórceps, o que provocou complicações internas. Uma semana após o nascimento, o médico a examinou e decidiu hospitalizá-la imediatamente. Ela ficou três dias no hospital, antes de ser tomada a decisão de operá-la. Seu marido, no entanto, não concordou com a operação, que poderia provocar danos físicos irreparáveis.

“Eu estava tão doente que não podia sequer me levantar da cama. Era uma tarde de domingo. Meu marido tomou um táxi e me transportou em seus braços, como um bebê. Curiosamente, no caminho, eu recuperei algumas forças. O fato foi que eu saí do táxi e caminhei para o nosso apartamento, que ficava no terceiro andar. Troquei os lençóis da cama e a arrumei a meu modo. Em seguida, me despi e me enfiei na cama. Eu me sentia maravilhosamente bem. Nunca sentira uma tal sensação de bem-estar antes, e nem depois disso. Minha família e meus vizinhos estavam todos ali, pois todos ficaram aturdidos ao verem a mudança milagrosa que acontecera em mim. Então, exatamente como se alguém falasse comigo, uma voz me disse que eu ia morrer e que deveria informar meu marido e minha família. Então eu os reuni todos no meu quarto.

Segurando a mão de meu marido, eu lhe disse: "Vocês todos devem se preparar para encontrar seu Deus, porque eu vou encontrar o meu.” Eu estava calma, não sentia dores nem sofria, ao passo que, ao deixar o hospital, três horas antes, a dor era intolerável. Podia-se dizer que eu estava numa espécie de transe. Nesse momento, eu tive uma visão. Parecia que todos aqueles anjos vinham do céu e, estendendo suas mãos, formavam uma escada que ia até o céu. Ao subir aquela escada eu parecia saber tudo o que estava acontecendo na minha casa. Minha família e meus vizinhos choravam e meu marido estava ajoelhado ao pé da cama suplicando a Deus que me poupasse pelo bem do bebê. Continuei a subir a escada formada pelas mãos dos anjos até atingir o paraíso. Quando cheguei ao topo, havia uma neblina diante da porta, e um anjo me disse: "Essa neblina é a prece de sua familia para que voce volte. Por que você não pede ao Senhor para deixá-la voltar para criar seu filho?" Depois de atravessar a neblina, pude distinguir aquela pessoa sentada sobre um trono, envolvida por aquela neblina. Eu disse: "Senhor, por favor, deixe-me voltar e criar meu filho." Ele não respondeu, mas tomou minha mão e me reconduziu de volta à escada, para descer. Nesse meio tempo, a família tratava meus funerais com o serviço funerário, e enviava telegramas. Quando eu voltei, gritei e cantei. Tenho certeza de que você pode imaginar que tipo de dia foi aquele. Na época, eu tinha 17 anos. Hoje tenho 70, e somente um filho.”

Esse caso é muito curioso porque uma voz previne a pessoa de que vai morrer e lhe pede para informar os membros da família a respeito. Até hoje, nunca observamos outro aviso desse tipo, mesmo admitindo que possa ter vindo de seu anjo da guarda. Ora, se o anjo não parece se manifestar visualmente a seu protegido, ele é substituído por uma legião de anjos, que surge do céu e faz uma escada com suas mãos para ajudar a pessoa a subir até o trono de Deus. Isso parece completamente maluco. O problema é que, dado o campo em que procuramos evoluir sem perder a razão, esse caso é atípico. Poderíamos considerar como uma alucinação.

A pessoa, no entanto, estava clinicamente morta, afinal seus familiares começaram a enviar telegramas. Além disso, a testemunha emprega o termo visão, exatamente como os maiores místicos, que veremos à frente. Além disso, sua visão não deixa de lembrar o capítulo 28 do Gênesis, em que Jacó, adormecido ao pé de um rochedo, sonha com uma escada com anjos que sobem e descem do céu. Ela chega, finalmente, ao topo dessa escada estranha onde um outro anjo a aguarda e meio a neblina, "a prece de sua família pelo seu retorno". A ajuda do anjo é clara: ele sugere a solução à alma que chega ao julgamento. Mesmo que tudo isso nos pareça um tanto alegórico, o relato não é mais sobrenatural do que todos os depoimentos que vimos anteriormente.


Fonte:
Livro “Relatos sobre a existência dos Anjos da Guarda” – do jornalista Pierre Jovanovic – Editora Anagrama



quarta-feira, 18 de setembro de 2019

31º dia – Relato atual sobre os Anjos após a “quase” morte – Parte 3





Um anjo do meu lado
Este depoimento absolutamente alucinante me foi relatado por Kenneth Ring, e eu nunca poderei lhe agradecer o bastante. Trata-se de Bob H., hospitalizado em 1979, para uma cirurgia na perna, que num acidente de automóvel. Relato excepcional de um sobrevivente nunca teria imaginado que poderia descobrir horizontes semelhantes. Quanto ao seu anjo da guarda, ele se encontra no centro do relato. E nos damos conta de que nem todas as NDE se parecem. Existem, às vezes, tantas diferenças entre uma NDE e outra que nos perguntamos sobre quais critérios se baseia o Grande Organizador para dar a um apenas a visão do túnel escuro e a outros um panorama completo, com visita guiada, dos mistérios do céu. Voltemos a Robert H., que sentiu que partia em plena operação cirúrgica:

“Eu estava num túnel, viajando a uma velocidade enorme em direção a uma luz, que naquele momento não tinha grande importância. No meu trabalho, eu viajava frequentemente de avião, e já tinha participado de corridas de automóveis, o que me permitia perceber que a velocidade em que viajávamos ultrapassava, de longe, tudo o que eu já conhecera; e ela aumentava sem parar. Os muros do túnel eram uma névoa, mas quando eu olhei com mais atenção, dei-me conta de que esse túnel onde eu viajava àquela velocidade inacreditável era composto por planetas; massas sólidas, mas desfocadas pela velocidade e pela distância. Havia também um som terrível. Era como se todas as maiores orquestras do mundo tocassem ao mesmo tempo. Não havia melodia, mas era muito forte, potente, e de certa forma calmante. Era um som rápido, agitado, como algo de que eu pudesse me lembrar, muito familiar, que se encontrava em alguma parte da minha memória.

De repente, senti medo. Não tinha nenhuma ideia do lugar onde me encontrava, estava sendo levado a uma velocidade inacreditável e nada na minha vida tinha me preparado para essa aventura. No momento eu que me dei conta de que sentia medo, uma presença me atingiu; não fisicamente, mas por telepatia. Era uma presença calma e doce, que disse: "Calma, calma, está tudo bem, fique tranquilo." Esse pensamento transmitido para mim teve um efeito calmante, imediato, o mais poderoso que tudo que já conheci em minha vida estressada.

Eu me dirigia para aquela luz imensa no final do túnel, mas no instante em que ia penetrar nela, tudo ficou negro. Quando eu fecho os olhos num quarto escuro, ainda tenho a sensação de ver. Também tenho a sensação do tato e a de ter um corpo. A escuridão de que estou falando era total, sem nenhuma sensação. Minha consciência EXISTIA simplesmente. Eu existia, mas sem nenhuma outra sensação. Era absolutamente aterrador. Isso durou um momento, mas era como se fosse um dia inteiro. Então minhas sensações começaram a voltar, suavemente, e eu compreendi que elas eram unicamente positivas. Não havia mais nenhuma dor na minha perna, nem nenhum inconveniente mental ou físico. Havia, no lugar, a paz, a alegria, a harmonia e a luz. E que luz!

Eu me dava cada vez mais conta de sua presença, era uma luz dourada, e prateada, e verde e repleta de amor. Quando essas sensações se estabilizaram, e isso me pareceu que levou cem anos porque nesse lugar não havia precipitação, eu notei um ser sentado ao meu lado. Ele usava um vestido branco e era a própria paz. Fora ele quem me tranquilizara durante os últimos instantes da minha viagem, soube disso instintivamente. E ele me tranquilizava ainda. Eu sabia que ele poderia ter sido todos os amigos que eu nunca tive e todos os guias e professores de que eu poderia ter necessitado um dia. Eu sabia também que ele estaria ali se eu precisasse dele. Mas como ele tinha outros para cuidar, eu deveria me cuidar o máximo possível.

Nós estávamos sentados, um ao lado do outro, sobre um rochedo, diante da mais bela paisagem que já vi. As cores eram totalmente desconhecidas para mim, com um brilho que ultrapassava todos os meus sonhos de composição excepcional. Era extraordinariamente agradável, e não havia pressão, meu amigo me conhecia e gostava de mim mais do que eu mesmo me conhecia e me amava. Nunca senti tal energia e paz. “É realmente incrível, não é?", exclamou meu amigo, falando sobre a vista. Eu estava sentado confortavelmente com ele e admirava num silêncio indescritível. Ele disse: “Nós pensávamos ter perdido você por um momento” (...).

Enquanto eu continuava a me maravilhar com tudo aquilo que contemplava, meu amigo me sugeriu que já estava na hora de ir embora. Como eu começava a me agitar também, concordei. Imediatamente, nós mudamos de lugar. Nós escutávamos agora um coro de anjos cantando. Eles cantavam a mais adorável e mais extraordinária música que já ouvi. Eram todos idênticos, todos eles muito bonitos. Quando seu canto acabou, uma integrante do coro veio até mim para me receber. Ela era magnífica, e eu me senti extremamente atraido por ela e me dei conta então de que minha admiração só podia ser expressa de maneira totalmente não física, como um garotinho. Fiquei embaraçado com meu erro, mas não era nada grave. Tudo era perdoado naquele lugar maravilhoso.

O sentimento de que eu tinha de partir se transformou primeiro em certeza, depois em terror. Minha apreensão foi confirmada quando meu guia me disse claramente que já estava na hora de eu ir embora, mas que eu deveria me lembrar de que aquele lugar era sempre minha casa, e de que eu voltaria para ali um dia no futuro. Eu lhe disse que era impossível, para mim, voltar para aquela vida lá embaixo, depois daquela experiência, mas ele me respondeu que eu não tinha escolha, pois ainda tinha muito trabalho a fazer. Protestei, sob o pretexto de que a circunstâncias da minha vida tinham se tornado tais que eu não poderia mais continuar. E fiquei consternado com o pensamento de toda a dor mental e física que me aguardavam. Ele me pediu para ser mais preciso, e eu me lembrei de um período da minha vida em que eu enfrentei grandes dificuldades. Instantaneamente, voltei a sentir todas as emoções daquela época. Era quase insuportável. Então, com um simples gesto apenas, a dor desapareceu, para ser substituída por um sentimento glorioso de amor e de bem-estar. Esse processo foi repetido várias vezes, segundo diferentes etapas da minha vida em que eu tive dificuldades. Meu amigo então me mostrou que eu poderia conseguir fazer essas façanhas incríveis sozinho.

Ele me fez compreender que não havia nenhuma discussão possível sobre meu retorno. Regras eram regras, e eu deveria me conformar com elas. Não haveria nenhuma exceção para mim, e a auto piedade não era uma forma de expressão aceitável. Num instante, tudo desapareceu e eu vi sala de reanimação, perguntando-me do que eu deveria me lembrar. A experiência durou cinco minutos ou cinco horas.”

Trata-se, incontestavelmente, de um de nossos mais belos depoimentos sobre o anjo da guarda numa NDE (EQM). Um relato de precisão cirúrgica, que nos permite verificar um certo número de fatos. O indivíduo viaja no túnel como se estivesse fora do tempo e, no momento em que fica com medo, descobre ao seu lado uma presença que lhe fala, e cujas palavras (ou, mais exatamente, pensamentos) lhe dão um sentimento absoluto de paz e principalmente de segurança: "Esse pensamento transmitido para mim teve um efeito calmante, imediato, de longe o mais poderoso de tudo que já conheci em minha vida estressada." Esse sentimento de segurança representa um dos fatores comuns das NDE angélicas. Primeiro ato. Segundo ato: o indivíduo flutua na escuridão completa, na qual ele só tem certeza de sua existência pelo pensamento (o que nos devolve diretamente para os braços de Descartes e de seu célebre "penso, logo existo"). A escuridão se dissipa, e o indivíduo está sentado sobre um rochedo com a presença do túnel ao seu lado, envolvido numa roupa branca, transmitindo uma serenidade contagiosa.

Incrível é a certeza que nasce nele de que seu anjo da guarda poderia ter sido o amigo que nunca teve, mestre, professor... A verdadeira definição do que é um anjo da guarda.
Entretanto, o indivíduo nunca utilizou a palavra anjo, mas ser. Essa descrição, muito forte, nos faz mergulhar direto no mistério da função do anjo. É uma pura maravilha e entre os muitos livros que li sobre o tema, nenhum deles dava uma explicação tão simples, breve e fulgurante. Depois, o ser lhe diz uma frase misteriosa: "Nós pensávamos perdido por um momento." Nós, quem? Lembremos que nesse depoimento, a palavra Deus ainda não foi pronunciada. Mas após o rochedo e a cidade, o indivíduo é transportado instantaneamente pelo ser para a presença de um coro de anjos. Ali ele utiliza o termo anjo. Ele os observa atentamente: todos eles são belos, e no final, um anjo "do sexo feminino", de verdade, vem recebê-lo. Ela é tão bonita e atraente que nosso indivíduo quer, como se diz, colocar as asinhas de fora e descobre, com certo embaraço, que sua admiração só pode ser expressa de maneira não física ". É preciso ressaltar que foi esse coro de anjos, lembrando o quadro de Fra Angelico, A dança dos eleitos, que deu ao relato uma atmosfera divina.



Fonte:
Livro “Relatos sobre a existência dos Anjos da Guarda” – do jornalista Pierre Jovanovic – Editora Anagrama



terça-feira, 17 de setembro de 2019

30º dia – Relatos atuais sobre os Anjos após a “quase” morte – Parte 2





Uma bela senhora
Assinalado pelo doutor Raymond Moody no seu livro La lumière de l'au-dela (1988), caso de uma garotinha de 5 anos cujo coração parou no meio de uma operação de apendicite. Assim que o som do eletrocardiograma assinalou a parada do pulso, os médicos começaram o procedimento de reanimação. Relato de Nina:

“Eu os ouvi dizer que meu coração tinha parado, mas eu estava no teto, olhando tudo. Lá de cima, podia ver tudo o que acontecia. Eu flutuava pertinho do teto; foi por isso que, ao ver meu corpo, não me dei conta de que era o meu. Saí para o corredor e vi minha mãe chorando. Perguntei a ela porque chorava, mas ela não podia me ouvir. Os médicos pensavam que eu estava morta. Então, uma bela senhora chegou para me ajudar, porque sabia que eu estava com medo. Ela me levou para um túnel e chegamos ao céu. Havia flores maravilhosas. Eu estava com Deus e com Jesus. Eles disseram que eu deveria voltar para encontrar mamãe, porque ela estava abalada. Eles disseram que eu tinha de acabar minha vida. Então eu voltei e despertei. Quando nós vimos a luz, eu fiquei muito contente. Durante muito tempo, eu quis voltar para lá. Eu quero voltar para essa luz quando eu morrer.”

Esse é um caso de EQM infantil. Esse relato faria empalidecer de inveja qualquer doutor em teologia. A garotinha de 5 anos encontra o Pai Eterno e Jesus, o que é bastante surpreendente, porque mesmo para um adulto, a distinção entre os dois não é fácil. A maioria das pessoas acredita que o Pai e o Filho são a mesma coisa, sem contar o Espírito Santo, que completa a confusão, e sua compreensão dessas pessoas está longe da dos teólogos, que os diferenciam explicando que se trata de três pessoas numa só. Mas criança não sabe sequer do que ela está falando, a não ser que para ela, o Pai e o Filho eram tão reais quanto seus brinquedos. Como o doutor Moody interpretou, "a criança ainda não foi corrompida pelo mundo que a cerca e não tem nenhuma ideia do que é uma NDE (EQM). Por serem culturalmente menos condicionadas do que os adultos, os depoimentos das crianças reforçam a validade da descrição da NDE de base.”.

Anjo Airlines
Relato de um paciente do cardiologista Maurice Rawlings s. O homem observa que seu marca-passo não funciona bem. Pode-se imaginar que esse é o tipo de aparelho eletrônico que não se pode deixar quebrar e esperar o serviço de manutenção. Ele decide então voltar ao hospital o mais rápido possível, para uma troca padrão, uma operação extremamente complexa, que requer uma hospitalização por vários dias. No momento dos fatos, o paciente se encontra em seu quarto, conversando com sua mulher e seu cunhado. De repente, ele sente que seu coração começa a acelerar demais. Ele mal tem tempo de pedir à sua mulher que chame uma enfermeira, antes de perder os sentidos:

“Eu me lembro de ter ouvido alguém gritar "código 99, código 99". Mas eu não estava mais no quarto depois disso. Parecia que uma enfermeira tinha me agarrado por trás, envolvendo minha cintura com seus braços e tinha me arrancado dali. Nós começamos a voar da cidade, e íamos rápido, cada vez mais rápido. Eu me dei conta de que não era uma enfermeira quando olhei meus pés e descobri a ponta de uma asa se mexendo atrás de mim. Tinha certeza de que era um anjo. Após um voo pelos ares, ela (o anjo) me colocou na rua de uma cidade fabulosa composta por edifícios construídos com ouro e prata cintilantes, e com árvores magníficas. Uma luz maravilhosa banhava tudo, radiante, mas não o suficiente para ofuscar. Nessa rua, eu encontrei minha mãe, meu pai e meu irmão, todos já falecidos. "Paul está chegando!" Era a voz de minha mãe. Como eu andei em direção a eles para beijá-los, o mesmo anjo me pegou pela cintura e me levou para o céu. Não sei por que ele não queria me deixar ficar ali. Com a distância, nos aproximávamos da linha do horizonte e eu podia reconhecer os prédios. Eu via o hospital para onde tinha sido enviado. O anjo desceu e me recolocou no mesmo quarto, e eu observei de cima os médicos trabalhando sobre meu corpo. Não penso que alguém possa continuar sendo ateu depois de ter vivido uma experiência como a minha.”

Desta vez, estamos no cerne da questão. O paciente é ateu. Ele morre. Segundo um padre católico, enquanto ateu, ele deveria, logicamente, aterrissar nas pistas do inferno, com o próprio Satã na torre de controle. O que há maravilhoso com as NDE (Do inglês “Near Death Experience, que significa Experiência de Quase Morte – EQM) é que todas as ameaças desse gênero, proferidas por padres sem cérebro, se desfazem como fumaça. O doutor Raymond Moody encontrou um pregador que, antes de sua NDE (EQM), só falava sobre o inferno, o fogo, o enxofre, as almas agonizantes, etc. Aterrorizando seus fiéis, dizendo-lhes que se eles não parassem de pecar, cozinhariam eternamente no inferno. Esquema clássico. Quem nunca ouviu pelo menos uma vez esse tipo de sermão? Em suma, teve um acidente, NDE (EQM), etc. O padre encontra o ser de Luz que lhe mostra como ele envenena, literalmente, a vida cotidiana dos seus fiéis. O religioso, profundamente marcado pela experiência, fala agora sobre o amor, e somente sobre o amor.

Voltemos ao caso: O paciente sente ser levantado por uma enfermeira. Mas ele descobre depois que não é uma enfermeira, e sim um anjo vestido de branco, e com asas! E que não foi seu corpo físico que ela levantou, e sim seu corpo etéreo. Em suma, após um vôo pelos ares, ela o coloca numa cidade que começamos a conhecer bem agora, em função do número de NDE (EQM) registradas no mundo inteiro, que dão todas os mesmos detalhes a seu respeito. Ele encontra seus pais falecidos e no momento em que vai beijá-los, o anjo surge dos ares, desce sobre ele como uma águia e o leva de volta ao hospital. Sua parada cardíaca durou no máximo 15 segundos.

Um anjo brilhante
Este caso provém das pesquisas do doutor Maurice Rawlings (Beyond in th Death Door, p.69), o cardiologista do Tennessee. O paciente sabia que ia morrer, pois ao chegar ao hospital, sentiu uma dor de cabeça violenta e de repente tudo clareou à sua volta:

“...então eu me senti livre e em paz, impressão de me sentir perfeitamente bem. Olhei para baixo e vi a equipe médica trabalhando sobre mim. Isso não me inquietou nem um pouco. Eu me perguntava por quê. Depois fui envolvido por uma nuvem escura e passei por um túnel. Emergi do outro lado do túnel, numa luz branca que tinha uma claridade suave. Era meu irmão, morto três anos antes. Tentei transpor uma passagem, mas meu irmão me impedia a visão, não me deixando ver o que havia atrás dele. Depois eu vi o que havia detrás. Era um anjo brilhante. Um anjo de luz. Eu me senti envolvido pela força de amor que emanava daquele anjo, que buscava e pesava os meus pensamentos mais íntimos. Eu fui examinado no mais profundo do meu ser e depois parecia ter recebido a autorização de ver outros espíritos, os de pessoas que me eram caras, já falecidas. Depois meu corpo saltou no ar com o choque elétrico que acabavam de me dar. Soube que estava de volta à Terra. Desde que me recuperei desse encontro com a morte, não tenho mais nenhum medo dela. Sei com o que ela se parece”.

Essa NDE (EQM) é curiosa porque não se parece com nenhuma outra. Após o túnel, indivíduo encontra seu irmão, que tenta esconder a presença que se encontra atrás dele. O indivíduo quer ver e fica desconcertado ao perceber um anjo, de verdade, que brilha, irradia luz, em suma, que cintila como uma árvore de Natal. Ao observá-lo, ele se sente envolvido pela força do amor que emanava desse anjo" que busca e pesa seus pensamentos, até os mais íntimos: "Fui examinado no mais profundo do meu ser". Surpreendente. É francamente curioso até que ponto essa do arcanjo inteiramente fora do contexto, coincide com a da representação do arcanjo Miguel pesando as almas naquele quadro de Hans Memling, O julgamento final. Muito curioso. Outra característica insólita, é um anjo, e não um ser de luz inclassificável, um verdadeiro. Aqui, o anjo, mede, pesa, literalmente a alma, como no quadro de Memling.




Fonte:
Livro “Relatos sobre a existência dos Anjos da Guarda” – do jornalista Pierre Jovanovic – Editora Anagrama



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

29º dia – Relatos atuais sobre os Anjos após a “quase” morte – Parte 1





Do site Aleteia:
“As unidades de cuidados paliativos e UTI dos hospitais têm uma íntima relação com a morte, proporcionando numerosas experiências que fogem de qualquer explicação racional: pacientes que intuem o momento exato em que vão morrer, outros que parecem decidir por si mesmos o dia e a hora, adiantando ou atrasando sua morte, sonhos premonitórios de familiares ou pressentimentos de terceiras pessoas que, sem nem sequer saber que alguém está internado ou sofreu um acidente, têm a certeza interior de que faleceram.

Somente os profissionais de saúde que trabalham perto dos pacientes terminais conhecem em primeira pessoa o alcance e variedade destas estranhas experiências. A ciência ainda não foi capaz de oferecer uma resposta a estes fenômenos, razão pela qual costumam ser descritos como paranormais ou sobrenaturais – uma etiqueta “vaga demais para a magnitude destas experiências”, segundo explica a enfermeira britânica Penny Sartori, que dedicou 20 anos da sua vida a trabalhar na UTI.

Sua trajetória é suficientemente sólida para garantir que ela já viu de tudo, tornando-se capaz de intuir padrões e elaborar hipóteses sobre estes fenômenos. Tanto é assim, que dedicou sua tese de doutorado a este tema, e cujas principais conclusões compartilha no livro “The Wisdom Of Near-Death Experiences” (Watkins Publishing) “Sabedoria das Experiências de Quase-Morte” (EQM).

“Alucinações” compartilhadas por familiares
Ao longo de sua vida profissional, Penny teve contato com pacientes que viveram experiências de quase-morte (EQM), bem como com familiares que viveram de perto experiências de morte compartilhada. A quantidade e repetição de padrões levam a enfermeira a descartar a hipótese do acaso e a da impossibilidade de encontrar um raciocínio lógico para este estendido fenômeno.

****

Segue abaixo o relato de Nancy Meiere sua Experiência de Quase Morte (EQM), que aconteceu no jardim de sua casa em Saint-Louis, num dia de 1975, quando tentava cortar uma galho mais alto de uma árvore. De repente, ela perdeu o equilíbrio. Hoje, Nancy explica muito simplesmente que foi o momento mais importante de sua vida. A californiana pertence a essa minoria de sobreviventes que encontrou, no final do túnel, seres espirituais perfeitamente distintos da luz central. Eis o relato de sua experiência:

“Eu estava no último degrau da escada e queria cortar um galho quando de repente perdi o equilíbrio e caí. Durante minha queda, eu pensei: ‘Não será muito grave’. Mal bati violentamente no chão e a escada caiu em cima de mim, precisamente sobre o estômago. Minha vida inteira desfilou como num filme. Foi tudo. Eu me levantei um pouco tonta, e disse a mim mesma que, mesmo assim, deveria dar um pulo no hospital para ver se não tinha quebrado nada. No centro hospitalar de Saint John, me fizeram radiografias sem encontrar nada, mas como eu não me sentia muito bem, o médico me manteve sob observação.

Quanto mais o tempo passava, mais eu me sentia mal, sem conseguir definir exatamente o que eu tinha. Ao final de dois dias, meu estado se agravara. O médico voltou a fazer radiografias e acabou descobrindo que meu fígado havia rompido e que a gangrena tinha destruído não só meu fígado como também meus intestinos. Foi uma correria. Transportaram-me com urgência para a sala de cirurgia, onde meu estômago foi imediatamente aberto para uma grande limpeza. Os cirurgiões não sabiam se eu sobreviveria.
Durante três dias, não parei de fazer idas e vindas pelo túnel, ao fim do qual eu via aquela luz. Na primeira vez, isso me pareceu realmente estranho, porque eu me vi repentinamente do teto. Eu via meu corpo deitado na cama do meu quarto, e minha mãe sentada ao meu lado. Eu pensei: ‘É estranho porque eu estou na cama e ao mesmo tempo aqui’.

Em seguida, eu me virei e atravessei esse túnel numa velocidade incrível, com um som muito agudo. Quando cheguei ao final encontrei três seres de luz. Eu não entendia nada, mas tentava, como dizer, estabilizar-me na frente deles.

Quando consegui me estabilizar, eu pensei: "ok, estou morta, onde estão os anjos?" Eles me responderam em pensamento: "Para você nós não precisamos nos parecer com anjos porque você não acredita neles." Eu ri, porque ao mesmo tempo sabia, no mais fundo do meu ser, que eram anjos, verdadeiros. Era como um pensamento, uma certeza que eles tinham me transmitido. Ao olhá-los, eu tinha a impressão de que eles formavam o comitê de recepção. Eles se pareciam com chamas de vela. Mas eu também sentia que cada um deles tinha sua própria personalidade, que eles eram perfeitamente distintos um do outro. Eu não via rostos, mas sentia sua personalidade, a essência de seus seres. Não falávamos, tudo acontecia por telepatia. E eu sabia que eram anjos ou, mais precisamente, seres de luz com uma consciência própria, como a nossa.
Em seguida, eu me vi realmente dentro da luz branca, aquela de que todo mundo fala, aquela que nos envolve num amor infinito em que cada átomo de sua alma vibra com um amor passional. Fundir-se nessa luz é como voltar para casa, voltar para o amor incondicional. É essa minha experiencia de Deus. Minha vida começou a desfilar em três dimensões. Foi tão real quanto falar com você esse momento. Sentir o efeito de seus atos sobre os outros faz você compreender o que você é realmente. Depois eu ouvi a pergunta:
Nancy, o que você quer? Ficar aqui ou voltar?" Eu tinha duas filhas e um filho de pouca idade, mas não queria voltar. Eu queria ficar. Você pode imaginar algo parecido? Abandonar meus filhos? Mas era tão maravilhoso. As palavras não podem traduzir o que eu sentia. Eu perguntei então: "Se eu voltar, isso fará diferença para a minha família?", e Ele me disse "Sim, para o seu filho". Então eu voltei por ele.”

Como todos os sobreviventes, a experiência de Nancy Meier a transformou. E se a existência dos anjos nunca a tinha incomodado antes de sua EQM, dali por diante tornou-se uma certeza. Notemos, caso, que os três anjos constituem de fato o comitê de recepção no final do túnel.

Eles têm senso de humor: "Nós não somos anjos porque você não acredita neles", e ao mesmo tempo eles lhe transmitem a certeza absoluta de que eles são, precisamente, anjos. Notemos também que eles se parecem com chamas.

Fonte:
http://www.aleteia.org/pt/saude/artigo/o-que-as-pessoas-sentem-ao-morrer-5874368743735296
E
Livro “Relatos sobre a existência dos Anjos da Guarda” – do jornalista Pierre Jovanovic – Editora Anagrama



sábado, 14 de setembro de 2019

28º dia – Relatos atuais sobre os Anjos no momento da morte





1. Anjos nas escadas
Paciente com tuberculose e em seus últimos momentos. Depoimento de uma enfermeira do hospital, obtido por Osis e Haraldsson durante sua investigação (Ce qu’ils ont vu au seuil de la mort, Ed du Rocher, Paris, 1982):

“Ele (o paciente) não estava sob efeito de nenhum calmante, estava totalmente lúcido e não tinha febre. Demonstrava um grande fervor religioso e acreditava na sobrevivência da alma. Nós sabíamos que ele iria morrer e ele, sem dúvida, também sabia, porque nos pedia para rezar por ele. No quarto onde repousava havia uma escada que levava até o andar de cima.
De repente ele gritou:
- Olhem, os anjos estão descendo a escada.
O copo quebrou.”

Todas as pessoas presentes se viraram para a escada. Alguém tinha, de fato, colocado sobre um dos degraus um copo que nós vimos se quebrar em mil pedaços, sem nenhum motivo aparente. Ele não caiu; simplesmente se quebrou. Naturalmente, nós não percebemos a presença dos anjos. Uma expressão de felicidade e de quietude se estampou no semblante do paciente, que deu então seu último suspiro. Mesmo após sua morte, a expressão de quietude e de serenidade permaneceu em seu rosto.

É realmente interessante notar que essa visão é corroborada por um fenômeno material, um copo colocado na escada, por onde desceram os anjos segundo o e que implodiu sem nenhum motivo aparente.
O copo não caiu.


2. Um concerto de anjos

No dossiê “Life, Vida após a morte?” (Março, 1992, p.68), o jornalista relata a morte de uma garotinha nos braços de seus pais, tal como foi observada pela doutora Komp:

“No início de sua carreira médica, a doutora Diane Komp estava sentada com os pais ao lado de sua filha de 7 anos, que estava no último estágio de uma leucemia. "Ela teve a energia final” – conta Diane Komp – “para se levantar, sentar-se e dizer:
- Os anjos são magníficos! Mamãe, você consegue vê-los? Você ouve os cantos deles? Nunca ouvi cantos tão bonitos!
E depois a vida a deixou.
Presente é a palavra que melhor descreve o que eu senti. Não era só um presente de paz dado à criança, no momento da sua morte, era também um presente para seus pais.”

A criança, no fim de suas forças, deixa essa terra escutando cantos de anjos que vieram buscá-la. No momento em que ela ouve a melodia celeste, a vida a deixa. Será um acaso? Além disso, pode-se duvidar dos pais, crucificados pela perda de sua filha de 7 anos, ao contar tais idiotices? Não se mente quando se trata da morte e quando as emoções mais violentas o afligem.

3. Alguém comigo
Caso das enfermeiras Maggie Callanan e Patrícia Helley, que trataram de uma mulher de 25 anos, hospitalizada devido a um melanoma que se desenvolvera a ponto de não lhe deixar nenhuma chance de sobrevivência. Ângela sabia que estava condenada e não queria que sentissem pena dela. Ela chegara a prevenir o pessoal do hospital dizendo: “Não quero nenhuma ajuda espiritual, nenhuma prece, nenhum padre. Não faz meu gênero. Sou atéia. Não creio em Deus, nem no paraíso.” A equipe de enfermeiras respeitou o seu desejo. No entanto, numa manhã sombria de fevereiro, quando a campainha de chamada soou na sala de plantão, a enfermeira correu para o quarto de Ângela. Sua mãe, que dormia numa cama ao lado, estava colocando as cobertas, com os olhos ainda sonolentos:

“- Bom dia, Ângela, o que posso fazer por você?
- Alguém veio ao meu quarto?
- Creio que não, eu não vi ninguém. O dia ainda nem clareou. Por quê?
- Eu vi um anjo.
- Conte-me o que aconteceu.
- Quando eu acordei, havia um anjo sentado na luz que vinha da janela – disse Ângela com um sorriso nos lábios.
Ela descreveu a atração que sentiu por esse ser que era o próprio calor, amor e bondade. Sua mãe pulou da cama.
- Angela, é um sinal de Deus – disse ela.
- Mamãe, eu não acredito em Deus! – Respondeu Angela exasperada.
- Não faz mal – respondeu sua mãe – Você viu Deus ou um de seus mensageiros.
- Tem alguma importância saber quem é? – espantou-se bruscamente Ângela – Não é suficiente saber que há alguém tão atencioso e tão amoroso que me espera?
- Ângela, o que você acha, o que isso significa? – eu lhe perguntei.
- Eu não creio nos anjos nem em Deus, mas alguém esteve aqui comigo. Quem quer que seja, ele me ama e me espera. Portanto, isso significa que eu não morrerei sozinha.”

Nem mesmo os ateus são poupados pelos anjos. Nesse caso, a pessoa experimentou essa presença, que ela qualificou como anjo. Nenhuma outra palavra poderia definir melhor o que ela sentira. Ela adquiriu assim a certeza de que não morreria "sozinha".


4. Um anjo que pega na mão

Uma garotinha de 10 anos se recuperava de uma pneumonia num hospital da Pennsylvania. Sua temperatura tinha voltado ao normal, e a crise de falta de ar parecia ter se acalmado. Ela parecia melhor. Depoimento de uma enfermeira, obtido por Osis e Haraldsson:

A mãe viu que sua criança estava agonizando e nos chamou (as enfermeiras). Ela nos contou que sua filha acabara de lhe contar que um anjo a tomara pela mão. Ela morreu imediatamente, o que nos surpreendeu bastante, porque não havia nenhum sinal de morte iminente. Ela estava tão calma, tão serena, e no entanto tão perto da morte! Essa morte súbita nos marcou.

A paciente parecia realmente se restabelecer quando teve uma recaída definitiva. No momento em que a garotinha disse à mãe que um anjo a tinha tomado pela mão, a vida a deixou.
Coincidência?

Fonte:
Livro “Relatos sobre a existência dos Anjos da Guarda” – do jornalista Pierre Jovanovic – Editora Anagrama