terça-feira, 17 de setembro de 2019

30º dia – Relatos atuais sobre os Anjos após a “quase” morte – Parte 2





Uma bela senhora
Assinalado pelo doutor Raymond Moody no seu livro La lumière de l'au-dela (1988), caso de uma garotinha de 5 anos cujo coração parou no meio de uma operação de apendicite. Assim que o som do eletrocardiograma assinalou a parada do pulso, os médicos começaram o procedimento de reanimação. Relato de Nina:

“Eu os ouvi dizer que meu coração tinha parado, mas eu estava no teto, olhando tudo. Lá de cima, podia ver tudo o que acontecia. Eu flutuava pertinho do teto; foi por isso que, ao ver meu corpo, não me dei conta de que era o meu. Saí para o corredor e vi minha mãe chorando. Perguntei a ela porque chorava, mas ela não podia me ouvir. Os médicos pensavam que eu estava morta. Então, uma bela senhora chegou para me ajudar, porque sabia que eu estava com medo. Ela me levou para um túnel e chegamos ao céu. Havia flores maravilhosas. Eu estava com Deus e com Jesus. Eles disseram que eu deveria voltar para encontrar mamãe, porque ela estava abalada. Eles disseram que eu tinha de acabar minha vida. Então eu voltei e despertei. Quando nós vimos a luz, eu fiquei muito contente. Durante muito tempo, eu quis voltar para lá. Eu quero voltar para essa luz quando eu morrer.”

Esse é um caso de EQM infantil. Esse relato faria empalidecer de inveja qualquer doutor em teologia. A garotinha de 5 anos encontra o Pai Eterno e Jesus, o que é bastante surpreendente, porque mesmo para um adulto, a distinção entre os dois não é fácil. A maioria das pessoas acredita que o Pai e o Filho são a mesma coisa, sem contar o Espírito Santo, que completa a confusão, e sua compreensão dessas pessoas está longe da dos teólogos, que os diferenciam explicando que se trata de três pessoas numa só. Mas criança não sabe sequer do que ela está falando, a não ser que para ela, o Pai e o Filho eram tão reais quanto seus brinquedos. Como o doutor Moody interpretou, "a criança ainda não foi corrompida pelo mundo que a cerca e não tem nenhuma ideia do que é uma NDE (EQM). Por serem culturalmente menos condicionadas do que os adultos, os depoimentos das crianças reforçam a validade da descrição da NDE de base.”.

Anjo Airlines
Relato de um paciente do cardiologista Maurice Rawlings s. O homem observa que seu marca-passo não funciona bem. Pode-se imaginar que esse é o tipo de aparelho eletrônico que não se pode deixar quebrar e esperar o serviço de manutenção. Ele decide então voltar ao hospital o mais rápido possível, para uma troca padrão, uma operação extremamente complexa, que requer uma hospitalização por vários dias. No momento dos fatos, o paciente se encontra em seu quarto, conversando com sua mulher e seu cunhado. De repente, ele sente que seu coração começa a acelerar demais. Ele mal tem tempo de pedir à sua mulher que chame uma enfermeira, antes de perder os sentidos:

“Eu me lembro de ter ouvido alguém gritar "código 99, código 99". Mas eu não estava mais no quarto depois disso. Parecia que uma enfermeira tinha me agarrado por trás, envolvendo minha cintura com seus braços e tinha me arrancado dali. Nós começamos a voar da cidade, e íamos rápido, cada vez mais rápido. Eu me dei conta de que não era uma enfermeira quando olhei meus pés e descobri a ponta de uma asa se mexendo atrás de mim. Tinha certeza de que era um anjo. Após um voo pelos ares, ela (o anjo) me colocou na rua de uma cidade fabulosa composta por edifícios construídos com ouro e prata cintilantes, e com árvores magníficas. Uma luz maravilhosa banhava tudo, radiante, mas não o suficiente para ofuscar. Nessa rua, eu encontrei minha mãe, meu pai e meu irmão, todos já falecidos. "Paul está chegando!" Era a voz de minha mãe. Como eu andei em direção a eles para beijá-los, o mesmo anjo me pegou pela cintura e me levou para o céu. Não sei por que ele não queria me deixar ficar ali. Com a distância, nos aproximávamos da linha do horizonte e eu podia reconhecer os prédios. Eu via o hospital para onde tinha sido enviado. O anjo desceu e me recolocou no mesmo quarto, e eu observei de cima os médicos trabalhando sobre meu corpo. Não penso que alguém possa continuar sendo ateu depois de ter vivido uma experiência como a minha.”

Desta vez, estamos no cerne da questão. O paciente é ateu. Ele morre. Segundo um padre católico, enquanto ateu, ele deveria, logicamente, aterrissar nas pistas do inferno, com o próprio Satã na torre de controle. O que há maravilhoso com as NDE (Do inglês “Near Death Experience, que significa Experiência de Quase Morte – EQM) é que todas as ameaças desse gênero, proferidas por padres sem cérebro, se desfazem como fumaça. O doutor Raymond Moody encontrou um pregador que, antes de sua NDE (EQM), só falava sobre o inferno, o fogo, o enxofre, as almas agonizantes, etc. Aterrorizando seus fiéis, dizendo-lhes que se eles não parassem de pecar, cozinhariam eternamente no inferno. Esquema clássico. Quem nunca ouviu pelo menos uma vez esse tipo de sermão? Em suma, teve um acidente, NDE (EQM), etc. O padre encontra o ser de Luz que lhe mostra como ele envenena, literalmente, a vida cotidiana dos seus fiéis. O religioso, profundamente marcado pela experiência, fala agora sobre o amor, e somente sobre o amor.

Voltemos ao caso: O paciente sente ser levantado por uma enfermeira. Mas ele descobre depois que não é uma enfermeira, e sim um anjo vestido de branco, e com asas! E que não foi seu corpo físico que ela levantou, e sim seu corpo etéreo. Em suma, após um vôo pelos ares, ela o coloca numa cidade que começamos a conhecer bem agora, em função do número de NDE (EQM) registradas no mundo inteiro, que dão todas os mesmos detalhes a seu respeito. Ele encontra seus pais falecidos e no momento em que vai beijá-los, o anjo surge dos ares, desce sobre ele como uma águia e o leva de volta ao hospital. Sua parada cardíaca durou no máximo 15 segundos.

Um anjo brilhante
Este caso provém das pesquisas do doutor Maurice Rawlings (Beyond in th Death Door, p.69), o cardiologista do Tennessee. O paciente sabia que ia morrer, pois ao chegar ao hospital, sentiu uma dor de cabeça violenta e de repente tudo clareou à sua volta:

“...então eu me senti livre e em paz, impressão de me sentir perfeitamente bem. Olhei para baixo e vi a equipe médica trabalhando sobre mim. Isso não me inquietou nem um pouco. Eu me perguntava por quê. Depois fui envolvido por uma nuvem escura e passei por um túnel. Emergi do outro lado do túnel, numa luz branca que tinha uma claridade suave. Era meu irmão, morto três anos antes. Tentei transpor uma passagem, mas meu irmão me impedia a visão, não me deixando ver o que havia atrás dele. Depois eu vi o que havia detrás. Era um anjo brilhante. Um anjo de luz. Eu me senti envolvido pela força de amor que emanava daquele anjo, que buscava e pesava os meus pensamentos mais íntimos. Eu fui examinado no mais profundo do meu ser e depois parecia ter recebido a autorização de ver outros espíritos, os de pessoas que me eram caras, já falecidas. Depois meu corpo saltou no ar com o choque elétrico que acabavam de me dar. Soube que estava de volta à Terra. Desde que me recuperei desse encontro com a morte, não tenho mais nenhum medo dela. Sei com o que ela se parece”.

Essa NDE (EQM) é curiosa porque não se parece com nenhuma outra. Após o túnel, indivíduo encontra seu irmão, que tenta esconder a presença que se encontra atrás dele. O indivíduo quer ver e fica desconcertado ao perceber um anjo, de verdade, que brilha, irradia luz, em suma, que cintila como uma árvore de Natal. Ao observá-lo, ele se sente envolvido pela força do amor que emanava desse anjo" que busca e pesa seus pensamentos, até os mais íntimos: "Fui examinado no mais profundo do meu ser". Surpreendente. É francamente curioso até que ponto essa do arcanjo inteiramente fora do contexto, coincide com a da representação do arcanjo Miguel pesando as almas naquele quadro de Hans Memling, O julgamento final. Muito curioso. Outra característica insólita, é um anjo, e não um ser de luz inclassificável, um verdadeiro. Aqui, o anjo, mede, pesa, literalmente a alma, como no quadro de Memling.




Fonte:
Livro “Relatos sobre a existência dos Anjos da Guarda” – do jornalista Pierre Jovanovic – Editora Anagrama



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

29º dia – Relatos atuais sobre os Anjos após a “quase” morte – Parte 1





Do site Aleteia:
“As unidades de cuidados paliativos e UTI dos hospitais têm uma íntima relação com a morte, proporcionando numerosas experiências que fogem de qualquer explicação racional: pacientes que intuem o momento exato em que vão morrer, outros que parecem decidir por si mesmos o dia e a hora, adiantando ou atrasando sua morte, sonhos premonitórios de familiares ou pressentimentos de terceiras pessoas que, sem nem sequer saber que alguém está internado ou sofreu um acidente, têm a certeza interior de que faleceram.

Somente os profissionais de saúde que trabalham perto dos pacientes terminais conhecem em primeira pessoa o alcance e variedade destas estranhas experiências. A ciência ainda não foi capaz de oferecer uma resposta a estes fenômenos, razão pela qual costumam ser descritos como paranormais ou sobrenaturais – uma etiqueta “vaga demais para a magnitude destas experiências”, segundo explica a enfermeira britânica Penny Sartori, que dedicou 20 anos da sua vida a trabalhar na UTI.

Sua trajetória é suficientemente sólida para garantir que ela já viu de tudo, tornando-se capaz de intuir padrões e elaborar hipóteses sobre estes fenômenos. Tanto é assim, que dedicou sua tese de doutorado a este tema, e cujas principais conclusões compartilha no livro “The Wisdom Of Near-Death Experiences” (Watkins Publishing) “Sabedoria das Experiências de Quase-Morte” (EQM).

“Alucinações” compartilhadas por familiares
Ao longo de sua vida profissional, Penny teve contato com pacientes que viveram experiências de quase-morte (EQM), bem como com familiares que viveram de perto experiências de morte compartilhada. A quantidade e repetição de padrões levam a enfermeira a descartar a hipótese do acaso e a da impossibilidade de encontrar um raciocínio lógico para este estendido fenômeno.

****

Segue abaixo o relato de Nancy Meiere sua Experiência de Quase Morte (EQM), que aconteceu no jardim de sua casa em Saint-Louis, num dia de 1975, quando tentava cortar uma galho mais alto de uma árvore. De repente, ela perdeu o equilíbrio. Hoje, Nancy explica muito simplesmente que foi o momento mais importante de sua vida. A californiana pertence a essa minoria de sobreviventes que encontrou, no final do túnel, seres espirituais perfeitamente distintos da luz central. Eis o relato de sua experiência:

“Eu estava no último degrau da escada e queria cortar um galho quando de repente perdi o equilíbrio e caí. Durante minha queda, eu pensei: ‘Não será muito grave’. Mal bati violentamente no chão e a escada caiu em cima de mim, precisamente sobre o estômago. Minha vida inteira desfilou como num filme. Foi tudo. Eu me levantei um pouco tonta, e disse a mim mesma que, mesmo assim, deveria dar um pulo no hospital para ver se não tinha quebrado nada. No centro hospitalar de Saint John, me fizeram radiografias sem encontrar nada, mas como eu não me sentia muito bem, o médico me manteve sob observação.

Quanto mais o tempo passava, mais eu me sentia mal, sem conseguir definir exatamente o que eu tinha. Ao final de dois dias, meu estado se agravara. O médico voltou a fazer radiografias e acabou descobrindo que meu fígado havia rompido e que a gangrena tinha destruído não só meu fígado como também meus intestinos. Foi uma correria. Transportaram-me com urgência para a sala de cirurgia, onde meu estômago foi imediatamente aberto para uma grande limpeza. Os cirurgiões não sabiam se eu sobreviveria.
Durante três dias, não parei de fazer idas e vindas pelo túnel, ao fim do qual eu via aquela luz. Na primeira vez, isso me pareceu realmente estranho, porque eu me vi repentinamente do teto. Eu via meu corpo deitado na cama do meu quarto, e minha mãe sentada ao meu lado. Eu pensei: ‘É estranho porque eu estou na cama e ao mesmo tempo aqui’.

Em seguida, eu me virei e atravessei esse túnel numa velocidade incrível, com um som muito agudo. Quando cheguei ao final encontrei três seres de luz. Eu não entendia nada, mas tentava, como dizer, estabilizar-me na frente deles.

Quando consegui me estabilizar, eu pensei: "ok, estou morta, onde estão os anjos?" Eles me responderam em pensamento: "Para você nós não precisamos nos parecer com anjos porque você não acredita neles." Eu ri, porque ao mesmo tempo sabia, no mais fundo do meu ser, que eram anjos, verdadeiros. Era como um pensamento, uma certeza que eles tinham me transmitido. Ao olhá-los, eu tinha a impressão de que eles formavam o comitê de recepção. Eles se pareciam com chamas de vela. Mas eu também sentia que cada um deles tinha sua própria personalidade, que eles eram perfeitamente distintos um do outro. Eu não via rostos, mas sentia sua personalidade, a essência de seus seres. Não falávamos, tudo acontecia por telepatia. E eu sabia que eram anjos ou, mais precisamente, seres de luz com uma consciência própria, como a nossa.
Em seguida, eu me vi realmente dentro da luz branca, aquela de que todo mundo fala, aquela que nos envolve num amor infinito em que cada átomo de sua alma vibra com um amor passional. Fundir-se nessa luz é como voltar para casa, voltar para o amor incondicional. É essa minha experiencia de Deus. Minha vida começou a desfilar em três dimensões. Foi tão real quanto falar com você esse momento. Sentir o efeito de seus atos sobre os outros faz você compreender o que você é realmente. Depois eu ouvi a pergunta:
Nancy, o que você quer? Ficar aqui ou voltar?" Eu tinha duas filhas e um filho de pouca idade, mas não queria voltar. Eu queria ficar. Você pode imaginar algo parecido? Abandonar meus filhos? Mas era tão maravilhoso. As palavras não podem traduzir o que eu sentia. Eu perguntei então: "Se eu voltar, isso fará diferença para a minha família?", e Ele me disse "Sim, para o seu filho". Então eu voltei por ele.”

Como todos os sobreviventes, a experiência de Nancy Meier a transformou. E se a existência dos anjos nunca a tinha incomodado antes de sua EQM, dali por diante tornou-se uma certeza. Notemos, caso, que os três anjos constituem de fato o comitê de recepção no final do túnel.

Eles têm senso de humor: "Nós não somos anjos porque você não acredita neles", e ao mesmo tempo eles lhe transmitem a certeza absoluta de que eles são, precisamente, anjos. Notemos também que eles se parecem com chamas.

Fonte:
http://www.aleteia.org/pt/saude/artigo/o-que-as-pessoas-sentem-ao-morrer-5874368743735296
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Livro “Relatos sobre a existência dos Anjos da Guarda” – do jornalista Pierre Jovanovic – Editora Anagrama



sábado, 14 de setembro de 2019

28º dia – Relatos atuais sobre os Anjos no momento da morte





1. Anjos nas escadas
Paciente com tuberculose e em seus últimos momentos. Depoimento de uma enfermeira do hospital, obtido por Osis e Haraldsson durante sua investigação (Ce qu’ils ont vu au seuil de la mort, Ed du Rocher, Paris, 1982):

“Ele (o paciente) não estava sob efeito de nenhum calmante, estava totalmente lúcido e não tinha febre. Demonstrava um grande fervor religioso e acreditava na sobrevivência da alma. Nós sabíamos que ele iria morrer e ele, sem dúvida, também sabia, porque nos pedia para rezar por ele. No quarto onde repousava havia uma escada que levava até o andar de cima.
De repente ele gritou:
- Olhem, os anjos estão descendo a escada.
O copo quebrou.”

Todas as pessoas presentes se viraram para a escada. Alguém tinha, de fato, colocado sobre um dos degraus um copo que nós vimos se quebrar em mil pedaços, sem nenhum motivo aparente. Ele não caiu; simplesmente se quebrou. Naturalmente, nós não percebemos a presença dos anjos. Uma expressão de felicidade e de quietude se estampou no semblante do paciente, que deu então seu último suspiro. Mesmo após sua morte, a expressão de quietude e de serenidade permaneceu em seu rosto.

É realmente interessante notar que essa visão é corroborada por um fenômeno material, um copo colocado na escada, por onde desceram os anjos segundo o e que implodiu sem nenhum motivo aparente.
O copo não caiu.


2. Um concerto de anjos

No dossiê “Life, Vida após a morte?” (Março, 1992, p.68), o jornalista relata a morte de uma garotinha nos braços de seus pais, tal como foi observada pela doutora Komp:

“No início de sua carreira médica, a doutora Diane Komp estava sentada com os pais ao lado de sua filha de 7 anos, que estava no último estágio de uma leucemia. "Ela teve a energia final” – conta Diane Komp – “para se levantar, sentar-se e dizer:
- Os anjos são magníficos! Mamãe, você consegue vê-los? Você ouve os cantos deles? Nunca ouvi cantos tão bonitos!
E depois a vida a deixou.
Presente é a palavra que melhor descreve o que eu senti. Não era só um presente de paz dado à criança, no momento da sua morte, era também um presente para seus pais.”

A criança, no fim de suas forças, deixa essa terra escutando cantos de anjos que vieram buscá-la. No momento em que ela ouve a melodia celeste, a vida a deixa. Será um acaso? Além disso, pode-se duvidar dos pais, crucificados pela perda de sua filha de 7 anos, ao contar tais idiotices? Não se mente quando se trata da morte e quando as emoções mais violentas o afligem.

3. Alguém comigo
Caso das enfermeiras Maggie Callanan e Patrícia Helley, que trataram de uma mulher de 25 anos, hospitalizada devido a um melanoma que se desenvolvera a ponto de não lhe deixar nenhuma chance de sobrevivência. Ângela sabia que estava condenada e não queria que sentissem pena dela. Ela chegara a prevenir o pessoal do hospital dizendo: “Não quero nenhuma ajuda espiritual, nenhuma prece, nenhum padre. Não faz meu gênero. Sou atéia. Não creio em Deus, nem no paraíso.” A equipe de enfermeiras respeitou o seu desejo. No entanto, numa manhã sombria de fevereiro, quando a campainha de chamada soou na sala de plantão, a enfermeira correu para o quarto de Ângela. Sua mãe, que dormia numa cama ao lado, estava colocando as cobertas, com os olhos ainda sonolentos:

“- Bom dia, Ângela, o que posso fazer por você?
- Alguém veio ao meu quarto?
- Creio que não, eu não vi ninguém. O dia ainda nem clareou. Por quê?
- Eu vi um anjo.
- Conte-me o que aconteceu.
- Quando eu acordei, havia um anjo sentado na luz que vinha da janela – disse Ângela com um sorriso nos lábios.
Ela descreveu a atração que sentiu por esse ser que era o próprio calor, amor e bondade. Sua mãe pulou da cama.
- Angela, é um sinal de Deus – disse ela.
- Mamãe, eu não acredito em Deus! – Respondeu Angela exasperada.
- Não faz mal – respondeu sua mãe – Você viu Deus ou um de seus mensageiros.
- Tem alguma importância saber quem é? – espantou-se bruscamente Ângela – Não é suficiente saber que há alguém tão atencioso e tão amoroso que me espera?
- Ângela, o que você acha, o que isso significa? – eu lhe perguntei.
- Eu não creio nos anjos nem em Deus, mas alguém esteve aqui comigo. Quem quer que seja, ele me ama e me espera. Portanto, isso significa que eu não morrerei sozinha.”

Nem mesmo os ateus são poupados pelos anjos. Nesse caso, a pessoa experimentou essa presença, que ela qualificou como anjo. Nenhuma outra palavra poderia definir melhor o que ela sentira. Ela adquiriu assim a certeza de que não morreria "sozinha".


4. Um anjo que pega na mão

Uma garotinha de 10 anos se recuperava de uma pneumonia num hospital da Pennsylvania. Sua temperatura tinha voltado ao normal, e a crise de falta de ar parecia ter se acalmado. Ela parecia melhor. Depoimento de uma enfermeira, obtido por Osis e Haraldsson:

A mãe viu que sua criança estava agonizando e nos chamou (as enfermeiras). Ela nos contou que sua filha acabara de lhe contar que um anjo a tomara pela mão. Ela morreu imediatamente, o que nos surpreendeu bastante, porque não havia nenhum sinal de morte iminente. Ela estava tão calma, tão serena, e no entanto tão perto da morte! Essa morte súbita nos marcou.

A paciente parecia realmente se restabelecer quando teve uma recaída definitiva. No momento em que a garotinha disse à mãe que um anjo a tinha tomado pela mão, a vida a deixou.
Coincidência?

Fonte:
Livro “Relatos sobre a existência dos Anjos da Guarda” – do jornalista Pierre Jovanovic – Editora Anagrama



sexta-feira, 13 de setembro de 2019

27º dia – Relatos atuais sobre os Anjos evitando mortes





Essas vozes dos anjos se faz ouvir com muito mais frequência do que pensamos, e não especialmente por uma causa tão nobre e guerreira quanto a de Joana D’arc. Veremos nos relatos a seguir que sua manifestação repentina destina-se, antes de tudo, a salvar pessoas que avançam direto para a morte.

Uma bomba vai explodir
Nós estávamos em 16 de maio de 1986 numa escola primária, no meio dos Estados Unidos, em Cokeville, no Wyoming. Nesse país, onde armas de todo tipo são vendidas livremente, um louco furioso chamado David Yung, acompanhado pelos membros de sua família (tão malucos quanto ele), apareceram numa escola e tomaram as 156 crianças como reféns. O maluco explicou aos policiais que iria executar os garotos com tiros de fuzil, mas mudou de repente de opinião, como costumam fazer os loucos. Tirou uma bomba, armou-a e poucos instantes depois, para o pavor de todos os policiais e testemunhas que estavam do lado de fora, a escola implodiu, como num filme.

Os bombeiros se precipitaram para os escombros, persuadidos de que recolheriam os restos dos pequenos corpos. Mas não houve nenhum morto, nem ferido entre os escolares! As crianças explicaram que "vozes" ou "seres de luz" lhes disseram como escapar da explosão. E o desarmador de minas Richard Haskell declarou à imprensa que nem mesmo a palavra milagre era suficiente para explicar o fato de nenhuma criança ter morrido. O caso foi abordado por Judene Wixon seu livro “Trial by Terror” (Horizon Publishers, Bountiful, Utah, 1987).


Depoimento de uma garotinha:
“Os seres de luz flutuavam acima de nós. Havia uma mãe e um pai, uma garotinha de cabelos compridos e uma senhora que carregava um bebê. A mulher nos disse que uma bomba iria explodir e ela nos pediu para obedecer ao nosso irmão. Eles estavam vestidos branco, e brilhavam como lâmpadas elétricas, mas principalmente em volta do rosto. Essa mulher parecia muito gentil, eu sentia que ela me amava.”

Mas nem todas as crianças viram essa família que "brilhava como uma lâmpada”. Algumas só ouviram vozes. Declaração de um menino: “Eu não vi nada, só ouvi uma voz que me disse para encontrar minha irmãzinha e ficarmos embaixo da janela.”

A luz retangular
Sheila tinha 12 anos quando tudo aconteceu, e vivia perto de Cedar River, no estado de Washington. Quando brincava com outras crianças da sua idade, ela não teve paciência para esperar sua vez de mergulhar no rio e decidiu pular de outro lugar na água, exatamente num ponto onde a profundidade era de seis metros. Nesse local, as águas pareciam tranquilas, mas, sob a superfície, eram agitadas por turbilhões terríveis (caso recolhido pelo doutor Morse após uma conferência: Sheila veio lhe relatar sua estranha história):

“Eu fui imediatamente aspirada para o fundo, para em seguida subir à tona. Percebi então pessoas assustadas, que tentavam me estender um galho a partir da margem para que eu me segurasse nele, mas o turbilhão me levou inexoravelmente para o fundo. Ao emergir pela terceira vez cada vez mais esgotada por meus esforços, senti que estava sendo de novo atraída pelo turbilhão. A sequência anterior, no entanto, não se repetiu até o fim. Dessa vez, eu fui quase imobilizada acima do leito do rio e percebi a poucos metros de mim uma luz retangular que era ao mesmo tempo muito brilhante e extremamente delicada. Durante alguns instantes, esqueci totalmente o resto do mundo, e senti apenas uma tranquila euforia. Lembro-me de ter tentado atingir essa luz, mas fui transportada para a margem do rio antes de conseguir tocá-la. Sei que não escapei do turbilhão nadando: foi essa luz que me pegou e me conduziu até a margem.”

O doutor Morse mostrou-se mais do que cético. Mas decidiu, mesmo assim, verificar. Questionou os protagonistas e sobretudo leu os relatórios, fornecidos pelas diversas testemunhas poucas horas após o acontecimento. Como ele mesmo observou, "foi difícil conter minha incredulidade. Essa é uma reação frequente, constatada em muitos participantes desses acontecimentos. De fato, o que não compreendemos começa sempre despertando nossa desconfiança. Mas essas experiências luminosas nem por isso deixaram de acontecer." (Do livro ‘Closer to the light’ p.184).

Uma presença maravilhosa
Caso mencionado pelo doutor Raymond Moody, vivido por um soldado durante a Segunda Guerra Mundial:

“Aconteceu-me uma coisa da qual eu nunca me esquecerei... Eu vi um avião inimigo sobrevoar o prédio onde nos encontrávamos e abrir fogo sobre nós... A poeira levantada pelas balas formava um caminho que vinha direto para nós; senti muito medo, crente de que seríamos todos mortos. Eu não vi nada, mas senti uma presença maravilhosa, reconfortante, ali, pertinho de mim, e uma voz suave, afetuosa, me disse: ‘Estou com você. Sua hora ainda não chegou’. Senti um bem-estar tão grande, uma paz naquela presença... Desde aquele dia, nunca mais tive medo da morte”
Do livro Lumières nouvelles sur la vie après l avie, p. 63.

Mude de faixa
Vejamos o caso, quase banal, de Elisabeth Klein, que aconteceu no final de 1991, em Los Angeles:

“Há cerca de um mês, eu estava no meu carro, dirigindo pela highway 101, na faixa do meio. Eu estava quase chegando à descida para a saída de Malibu Canyon quando ouvi, muito distintamente, uma voz ressoar na minha cabeça, dizendo-me "vá para a faixa da esquerda". Eu não sei porque, mas obedeci instintivamente. Poucos segundos depois, o fluxo de veículos diminuiu bruscamente de velocidade por causa de um acidente, e o caminhão que se encontrava antes atrás de mim (nós descíamos uma encosta) freou brutalmente. Empurrado por seu peso, ele bateu no primeiro carro à sua frente, e ouve um verdadeiro engavetamento na faixa em que eu estava poucos minutos antes. Sem essa voz, não sei se estaria ainda aqui. Deve ter sido meu guia ou meu anjo da guarda, não sei.”

Como veremos, o desvio de trajeto representa um dos casos mais frequentes. Em geral, as pessoas não costumam falar sobre isso abertamente. No momento, elas obedecem à voz e depois, ao descobrir que acabam de escapar da morte, ficam como que marcadas a ferro quente. Elas não compreendem o que aconteceu, sabem que uma voz as salvou, mas quanto mais passa o tempo mais elas minimizam essa intervenção ao ponto de negá-la alguns meses mais tarde. Passam a considerá-la uma alucinação ou um sonho. Com o tempo, isso lhes parece tão louco que passam a negá-lo e a classificá-lo como algo que não aconteceu, aquele jardim secreto onde se coloca tudo aquilo de que não queremos nos lembrar. Podemos afirmar assim que, quanto menos visível for a intervenção, menos se acreditará numa intervenção sobrenatural. Esses casos são extremamente frequentes, e no caso acima, a pessoa obedeceu instintivamente, escapando do estrondo das latarias se chocando.

Fonte:
Livro “Relatos sobre a existência dos Anjos da Guarda” – do jornalista Pierre Jovanovic – Editora Anagrama



quinta-feira, 12 de setembro de 2019

26º dia – Santa Joana D’arc e São Miguel Arcanjo – A ação de Deus na política de nações





As vozes estranhas vindas de outro lugar não faltam, e a mais célebre delas foi a que encarregou Joana d'Arc de uma missão absolutamente inconcebível na época, para um humano. Porém, a força dessa voz é tal que a pessoa que a ouve, primeiramente desconfiada, sente-se em seguida obrigada a obedecê-la, independente do que possa acontecer ou do que possam lhe dizer. Para nos darmos conta do que aconteceu a Joana d'Arc, transponhamos por um instante os acontecimentos de sua vida para os nossos dias. E já que não existem mais pastoras, imaginemos em seu lugar uma jovem, negra, virgem, com 16 anos de idade, caixa de supermercado, católica praticante, chamada Joan Arrow.

Joan ouve uma voz interior dizendo-lhe que ela deve ir à Casa Branca para se encontrar com o presidente. Lá, ela deverá lhe pedir forças policiais para ajudá-la a combater os traficantes de droga. Por uma série de coincidências inacreditáveis, Joan vai até Washington mesmo sem ter um centavo no bolso, encontra o presidente enquanto ele está fazendo seu jogging, e fala com ele. Ela acaba convencendo-o, e também seus conselheiros, a entregar-lhe duas ou três unidades especiais antigangue para limpar o país, livrando-o dos negociantes. À frente dessas unidades, ela mesma, que nunca pôs os pés numa delegacia ou academia de polícia.

Sempre orientada por suas vozes, Joan limpa, em alguns meses, Atlanta, Nova York, Detroit e Miami, livrando-as de todos os vendedores de droga. Os traficantes, apavorados com seu poder, subornam por vários milhões de dólares, os funcionários da cidade de Los Angeles, onde ela acaba, precisamente, de iniciar sua limpeza maciça.

Presa pela polícia de Los Angeles (LAPD) por excesso de velocidade, ela é espancada por uma dezena de policiais, violentada e torturada, antes de ser entregue aos psiquiatras, que decidem interná-la porque ela diz ouvir a voz do arcanjo Miguel. No manicômio, durante um passeio, os verdadeiros doentes mentais a amarram e a queimam para ver o que acontece. Fim.

***

Isso parece totalmente estúpido como roteiro, mas foi exatamente o que aconteceu a Joana d'Arc, chamada donzela de Orleans, filha de agricultores, há cinco séculos, e que representa hoje um dos maiores enigmas da História. Já foram recenseados mais de 13 mil documentos históricos, além de dez mil obras e dossiês escritos sobre ela, o que leva a supor que sua atividade militar durou, pelo menos, uns trinta anos.

No entanto, a carreira dessa adolescente durou apenas dois anos (de 1429 a 30 de maio de 1431), o que tende a dar um certo peso àquelas supostas vozes na origem de sua cruzada contra os ingleses. A historiadora Régine Pernoud observa em seu livro “Petite vie de Jeanne d'Arc” (Ed. Desclée de Brouwer, p.9) que aqueles que a condenaram:

“(...) não tiveram dúvidas de que preparavam o documento mais notável da História: o texto do processo de condenação (1431), com suas perguntas e com as respostas de Joana, fornecem um testemunho sobre sua pessoa ainda mais convincente por ter sido preparado por seus adversários, determinados a conduzi-la à fogueira. Depois, 18 anos mais tarde, quando o rei da França, Charles VII, conseguiu expulsar o inimigo de Rouen, começou um outro processo, dito de "reabilitação": foram interrogados todos aqueles que conheceram a heroína para saber se a condenação como herege justificava-se ou não. Cerca de 115 testemunhas depuseram, contaram suas lembranças, disseram o que sabiam sobre ela: magnífica fonte que nos relata em primeira mão a impressão que ela produzia.”

Armada com sua voz e com a inocência de seus 17 anos, Joana nunca duvidou de si mesma. Foi com uma determinação total que ela conseguiu se aproximar do delfim e reconhecê-lo imediatamente, mesmo estando ele dissimulado na multidão a fim de verificar se ela era, de fato, enviada por Deus como ela afirmava. Ao entrar, ela se dirigiu diretamente a ele, apesar de um cortesão, vestido com todos os aparatos reais, ter ocupado o lugar do rei no trono. Conta Joana:

“Quando o rei e aqueles que estavam com ele viram o dito sinal eu perguntei ao rei se ele estava contente, e ele me respondeu que sim. E então eu parti, e fui para uma capela bem próxima. Ouvi então dizer que após minha partida mais de trezentas pessoas viram o tal sinal. O anjo se separou de mim, numa pequena capela. Eu fiquei muito enfurecida com sua partida, e chorei. Se eu tivesse ido com ele, teria saciado minha alma.”

Nunca ela atribuiu a si mesma uma só vitória militar. Ela combateu contra os ingleses à frente de um exército de quase mendigos, concedido pelo delfim quando ela não tinha ainda 18 anos, e libertou Orleans, Patay, Auxerre, Troyes e Reims. Ela acabara de inventar a blitzkrieg, a guerra-relâmpago que limpa uma região no espaço de poucos dias (o cerco a Orleans durara sete meses, mas foram necessários apenas sete dias para suspendê-lo). Em vista das implicações políticas, geográficas, militares e históricas, percebemos muito bem que a ação dessa garota (ter 17 anos na época não significava o mesmo que hoje) continua sendo um mistério completo, se nos recusarmos a admitir que ela possa ter realmente ouvido vozes. Ela se revelou uma estrategista sem igual, conquistando a admiração e o respeito dos velhos capitães que no início se recusavam até a olhar para ela. Obedecer a uma mulher na época... Que heresia!

Porém, se admitirmos a autenticidade de suas vozes e de suas visões, o mistério então se dissipa como por milagre. Ela explica:

“Quando eu tinha cerca de 13 anos eu ouvi uma voz de Deus para me ajudar a governar. Na primeira vez, senti muito medo. E veio essa voz, durante o verão, no jardim de meu pai, por volta do meio-dia. (...) Eu ouvi a voz do lado direito, do lado da igreja. E raramente eu a ouço sem ver a claridade. Essa claridade vem do mesmo lado em que a voz é ouvida. Há geralmente uma grande claridade. (...) Eu ouvi tres vezes essa voz, compreendi que era a voz de um anjo (...). Na primeira vez, tive uma grande dúvida se seria são Miguel que vinha até mim e senti muito medo. Em seguida, eu o vi várias vezes antes de saber que era são Miguel. Eu vi São Miguel e os anjos com os olhos do meu corpo tão bem quanto eu estou vendo você. E quando eles se afastavam de mim, eu chorava e queria muito que eles tivessem me levado com eles. (...) Eu respondi à voz que eu era uma menina pobre, que não sabia nem cavalgar nem guerrear.”

Capturada (sua missão parecia ter chegado ao fim) pelos ingleses e pelos habitantes da Borgonha e jogada na prisão, Joana nunca se deixou, porém, intimidar pelo impressionante aparato judiciário montado contra ela. E as rajadas de perguntas disparadas contra ela, sobre suas vozes, por eminentes teólogos, tampouco a desarmaram. Ela chegou até a retorquir a seus inquisidores: "Eu tenho mais medo de falhar dizendo algo que desagrade às minhas vozes do que de responder aos senhores."

O juiz Jean Beaupère nos deixou assim uma maravilhosa questão relativa à natureza do arcanjo Miguel:

“- Que aparência tinha são Miguel quando ele lhe apareceu? Ele estava nu? [Alusão a séculos de debates teológicos sobre o sexo dos anjos]
- O senhor pensa que Deus não tem como vesti-lo?
- Ele tinha cabelos? [Um problema de calvície do juiz, sem dúvida...]
- Por que eles teriam sido cortados? [Respondeu Joana, imperturbável]
- Quando você vê essa voz que chega até você, há alguma luz?
- Havia muita luz, como convém. O que já não acontece tanto com senhor!”

Não só Joana d'Arc ouvia vozes, como ainda por cima ela tinha um senso de humor agudo, o que torna essa jovem mártir de 19 anos ainda mais simpática. Graças a ela, o fenômeno da voz ficou enraizado em todas as memórias. Levando em conta os efeitos que elas provocaram na França, parece difícil não levá-las a sério.


Fonte:
Livro “Relatos sobre a existência dos Anjos da Guarda” – do jornalista Pierre Jovanovic – Editora Anagrama



quarta-feira, 11 de setembro de 2019

25º dia – Várias aparições e sinais de São Miguel através dos tempos – Parte 2





Além de outros documentos sobre São Miguel, dos Papas antigos, Sua Santidade João Paulo II na sua visita de 24 de maio de 1987, ao Santuário de São Miguel, no Monte Gargano, na Itália, fez um discurso (este discurso se encontra no 12º dia desta quaresma). Não é uma encíclica, mas mostra-nos o pensar da Igreja sobre a atualidade do culto ao Príncipe e grande Chefe dos Anjos, no mundo de hoje.

Após o encontro com a população, João Paulo II realizou uma breve visita ao Santuário de São Miguel Arcanjo, ali para recordar as quatro aparições de São Miguel numa gruta da localidade, nos anos 490, 492, 493 e 1656.

Sua Santidade João Paulo II faz eco neste discurso daquilo que os últimos Pontífices têm dito ao povo cristão para que recorra a São Miguel, nesta luta tremenda entre as forças do bem e do mal, chefiadas, respectivamente, pelo glorioso Arcanjo chefe dos exércitos do DEUS Altíssimo e satanás chefe dos demônios, os anjos caídos. O triunfo final e completo será de São Miguel com os seus Anjos, como dizem as Escrituras santas, que pelejaram contra o dragão, o diabo e os seus seguidores precipitando-os para sempre nos abismos infernais.

Aparição de São Miguel em Roma
No ano 590 da nossa era, a peste invadiu a cidade de Roma e as pessoas morriam às centenas em cada dia e não havia gente suficiente para enterrar os cadáveres que se empilhavam nas ruas. O Papa São Gregório Magno governava a Igreja, e para abrandar o flagelo, organizou uma procissão com a imagem de Nossa Senhora trazida da Igreja de Ara Coeli e que, segundo a tradição, foi pintada por São Lucas. Quando estava perto da igreja de São Pedro, apareceu São Miguel com uma espada de onde corria sangue e meteu-a na bainha, como sinal de ter cessado o flagelo que inundara Roma de desolação. Basta dizer que só durante a procissão cerca de 800 pessoas morreram. Quando o Papa São Gregório viu o Arcanjo meter a espada na bainha ouviu à volta do quadro da Santíssima Virgem, que lelé próprio conduzia, os cânticos dos Anjos. O Papa entoou, então, o hino Regina Coeli e os Anjos cantavam com ele: “Rainha dos Céus alegrai-vos, Aleluia, porque aquele que mereceste trazer em vosso seio, ressuscitou como disse, Aleluia.”

O Papa São Gregório juntou depois ao hino e mandou que sempre assim se cantasse: “Rogai por nós a Deus, Aleluia”.

Graças à Santíssima Virgem e a São Miguel, Roma foi libertada da peste.

E em memória deste milagre, construiu-se neste local uma igreja chamada Regina Coeli, e a Mole de Adriano passou a chamar-se Castelo do Santo Anjo e sobre ele colocou uma estátua de São Miguel que ainda hoje se pode ver.

Aparição de São Miguel a São Bonifácio
São Bonifácio, nascido na Inglaterra foi enviado pelo Papa no ano 719 para evangelizar a Alemanha. Consagrado bispo e com a ajuda de vários sacerdotes colaboradores, fundou e restaurou várias cristandades na Baviera, na Tríngia e na Francócia. Teve muitas perseguições dos pagãos e também de vários cristãos hereges. Quando pregava na Turíngia, com a alma minada de desgostos e de cansaços, apareceu-lhe São Miguel com a Cruz na mão, consolando-o e encorajando-o a que defendesse e pregasse a fé católica, pois em breve receberia a recompensa. Foi martirizado pelos pagãos e sua alma liberta foi receber a recompensa eterna. O seu corpo foi sepultado em Fulda, e ele, antes do martírio, mandou levantar na Turíngia, em ação de graças, uma igreja em honra de São Miguel.


Aparição de São Miguel ao Bispo Equilínio
O bispo Equilínio conta que o Duque de Sinigahia, atacado de lepra, tinha gasto somas e somas de dinheiro com os médicos e tinha perdido totalmente a esperança de cura da sua doença.

São Miguel apareceu-lhe duas vezes e disse-lhe que visitasse o seu Santuário de Brendal, na costa italiana do Adriático, e ali obteria a sua cura.

Descalço, acompanhado de sua esposa, o Duque empreendeu a jornada. Apenas transpôs a porta da Igreja, foi milagrosamente curado, e todas as feridas desapareceram, ficando a carne limpa e jovem. Chorando de comoção, foi prostrar-se junto da imagem do Arcanjo, agradecendo-lhe tão grande graça. O seu reconhecimento foi tão profundo que ele e a esposa quiseram terminar os dias que lhes restavam de vida naquele lugar.

Distribuíram metade dos seus bens aos pobres e a outra metade entregaram-na ao templo de São Miguel para manter o seu culto.

Suplica de um sacerdote à proteção de São Miguel
Um sacerdote francês escreveu a seguinte carta: ‘Nas vésperas do ataque alemão de 14 de julho de 1918, havia à volta da minha paróquia um depósito de três milhões de projéteis. Durante dois meses, os aviões alemães não cessaram de lançar bombas e projéteis que caíam por todos os lados. Em face do perigo, pus a minha paróquia debaixo da proteção de São Miguel. Coloquei a sua imagem na cadeira paroquial e rezei todos os dias o pequeno exorcismo de Leão XIII, prometendo ainda entronizar na igreja uma bela imagem de São Miguel caso fôssemos livres de desastres semelhantes aos que tinham sucedido e se multiplicavam nas regiões à nossa volta, onde as bombas caíam, arruinando fazendas, casas, matando tanta gente. Bastava que uma das bombas tivesse caído sobre o depósito explosivo que estava na nossa paróquia e tudo ficaria reduzido a um montão de ruínas e ninguém com vida. Passou a tormenta, foi assinado a trégua e enquanto à nossa volta tanta desgraça sucedeu, na nossa região nem uma bomba caiu, com espanto e alegria de todos. Em cumprimento da nossa promessa, uma imagem do grande Arcanjo São Miguel foi solenemente entronizada na igreja.

Conversão de um rico cavalheiro depois de um sonho com São Miguel
A poucos quilômetros de Sena, na Itália, existiu a abadia denominada São Galgano. Embora esta se encontre atualmente em ruínas, tem ainda vestígios da sua antiga grandeza. Pertenceu à Ordem de Cister. O título foi-lhe dado para honrar a Galgano Guidotte que, tendo nascido de uma família católica e muito devota de São Miguel, ao chegar ao tempo próprio, fez-se cavaleiro e pondo de lado a educação que recebeu, passou a levar uma vida dissoluta encharcado nos vícios.
Converteu-se, porém, devido a um sonho que teve. Apareceu-lhe São Miguel que, dirigindo-se a uma senhora que reconheceu ser a sua mãe, pediu-lhe que lhe desse o filho para o alistar na milícia celeste. A mãe consentiu, gostosa e cheia de alegria. Outro sonho que teve em seguida, do mesmo gênero, com São Miguel, convenceu-o a mudar de vida, pois viu o glorioso Arcanjo conduzindo-o pela mão a fim de o consagrar à Milícia do Céu. Vendeu tudo o que tinha e retirou-se para o local onde mais tarde foi edificada a abadia. A mãe propôs-lhe casamento com uma jovem bela e rica. Mas Galgano, falando com ela, convenceu-a a deixar o mundo com ele e a fazer-se freira. Ela fundou um convento para religiosas e ele, depois do regresso de uma peregrinação a Roma, entrou como irmão oblato na Ordem de Cister, entregando-se à oração e à penitência, santificando-se rapidamente, protegido por São Miguel. Morreu com 33 anos de idade em 3 de dezembro de 1181.

Aparição de São Miguel a um bispo da Sicília
Clotônio, bispo da Sicília, na Itália, rezava todos os dias de joelhos uma oração em honra a São Miguel e aplicava a penitência quaresmal, obrigatória para os cristãos, em honra do glorioso Arcanjo. Na véspera da festa em honra de São Miguel, apareceu-lhe este e disse-lhe que sua devoção lhe era muito agradável e que tinha obtido do Senhor para ele, três graças.

Pediu-lhe o devoto bispo: ‘que os meus pais saiam das chamas do purgatório se lá estiverem; que vós, meu querido São Miguel, me assistais na hora da minha morte; e que me façais entender toda a grandeza do mistério da Encarnação.’

Terás o que pedes, disse o glorioso Arcanjo. Com efeito, logo viu os pais saírem do purgatório, agradecendo-lhe, cheios de reconhecimento. Compreendeu, também, cheio de alegria, os mistérios contidos na Encarnação do Verbo que se fez homem por nosso amor e a sua morte também foi santa.

A oração que o bispo rezava era esta:
“Ó glorioso São Miguel, chefe dos exércitos celestes, vencedor dos demônios, chefe admirável da Santa Igreja, grande pela vossa natureza e pelas vossas virtudes, livrai aqueles que vos imploram de toda a adversidade e fazei-os progredir, dia a dia, no serviço do Senhor. São Miguel, chefe da Igreja, rogai por nós. Amém”.

Aparição de São Miguel a Antônia de Astônaco
Foi também em Portugal que se deu uma das mais célebres aparições de S. Miguel. Esta aparição deu a volta ao mundo através da célebre Coroa Angélica em honra a S. Miguel e dos 9 coros do Anjos, com promessas salutares para vida e para a morte. Esta devoção está propagada em várias línguas, aprovada pelos respectivos bispos diocesanos e de modo especial pelo Papa Pio IX, sábio e santo, que a enriqueceu de indulgências em 8 de agosto de 1851.

"No livro 2º, Capítulo 74, da vida da serva de DEUS Antônia de Astônaco, lê-se que numa aparição a esta ilustre serva de DEUS, o Arcanjo São Miguel pediu que se compusessem em sua honra, nove saudações, correspondendo aos nove coros dos Anjos, saudações que consistem, cada uma, na recitação de um PAI Nosso e três Ave Marias. (Este é o famoso terço de São Miguel). O glorioso Arcanjo prometeu que quem o honrasse desta maneira antes da Sagrada Comunhão, seria acompanhado à Sagrada Mesa por um Anjo de cada um dos nove coros. Prometeu também, a quem rezasse todos os dias essas nove saudações, a sua assistência e a dos santos Anjos durante a sua vida, e que depois da morte o livrará do Purgatório a ele e aos seus parentes.”

Fonte:
Do Livro “São Miguel – Príncipe dos Exércitos Celestes” – Editora da Divina Misericórdia



terça-feira, 10 de setembro de 2019

24º dia – Várias aparições e sinais de São Miguel através dos tempos – Parte 1





Além das que vem mencionadas nas Sagradas Escrituras, quer no Antigo quer no Novo Testamento, várias são as intervenções do Chefe dos Anjos na vida da Igreja, aparecendo em vários lugares, em horas difíceis, para mostrar a sua assistência como guarda e protetor vigilante da mesma Igreja. Estas aparições foram e confirmadas pela autoridade eclesiástica que as abençoou e, algumas delas, foram inseridas na própria liturgia local ou universal, com Missa e ofícios próprios.

Aparição de São Miguel no tempo apostólico
Conta-se que São João Evangelista foi à Ásia Menor e aí começou a sua evangelização na cidade de Hierópolis, onde se adorava uma serpente como deus. Pondo-se o Santo em oração, a serpente morreu. Os sacerdotes do ídolo, furiosos, perseguiram o Apóstolo que teve de fugir. Chegou à região de Chones, na Frigia, que nesses tempos chamava-se Colossos, e a quem mais tarde o Apóstolo São Paulo dirigirá a célebre epistola aos Colossenses. São João foi muito bem sucedido na sua pregação e vários abraçaram a fé. Na sua instrução falou também sobre os Anjos e anunciou-lhes que o príncipe das milícias angélicas, o grande São Miguel, os tomaria debaixo da sua proteção e que às portas da cidade brotaria uma fonte, onde os doentes, com o sinal da Cruz e a invocação do Arcanjo São Miguel, encontrariam uma pronta cura.

A fonte apareceu e espalhou-se este acontecimento por toda a região. Os fiéis e os pagãos começaram a afluir a esta fonte e as curas multiplicaram-se. Um rico homem de Laodicéia, cidade desta região da Frígia, tinha uma filha única que era muda. Numa noite, apareceu-lhe, em forma humana, São Miguel e disse-lhe: "Conduz a tua filha à fonte dos cristãos e acredita na onipotência do seu DEUS, que a tua fé será recompensada”.
Cheio de temor e esperança foi com a filha à fonte e perguntou aos cristãos o que devia fazer. Eles disseram: "É em nome do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO e pela intercessão de São Miguel que nós usamos desta água”. O pagão repetindo estas palavras invocou a Santíssima TRINDADE e o socorro do glorioso Arcanjo. A filha começou a falar e a fé iluminou a sua alma e a do seu pai. Ambos pediram o batismo. Cheio de alegria, o homem mandou edificar junto da fonte uma igreja, a atestar o seu reconhecimento por este milagre. Um cristao Jovem que seguia a vida eremítica, ficou como guardião deste santuário. As curas multiplicaram-se e, como consequência, a conversão dos pagãos ao cristianismo.

Os sacerdotes dos ídolos, obstinados nos seus erros, resolveram destruir o santuário. Junto deste passavam dois rios que eram contidos por diques. Numa noite ouviu-se um forte barulho das águas. Os pagãos tinham destruido os diques e brevemente o santuário seria arrasado e submerso. O eremita ao ver o que se passava, gritou: "SENHOR, a Vossa onipotência comanda e rege os abismos do mar, Vós podeis salvar o templo do vosso Arcanjo". Enquanto ele rezava, ouviu-se uma voz vinda do Céu. Era São Miguel que descia para desarmar o furor de satanás. Disse ele ao seu fiel servo e guardião do seu templo: "Não temais, o inferno não pode nada contra nós". O Arcanjo estendeu a sua mão sobre o caudal dos rios; as águas impetuosas foram controladas no seu caminhar por um braço invisível. São Miguel traçou sobre elas o sinal da Cruz e fê-las recuar, desviando o seu curso.

O vencedor de lucifer deixou-se ver no cume de um rochedo. A terra tremeu e abriu-se uma garganta, por onde as águas sumiram-se vertiginosamente, em turbilhão. São Miguel, depois de ter exortado o eremita a que continuasse a convidar os doentes do corpo e da alma a que usassem da água da fonte em Nome da SANTÍSSIMA TRINDADE, subiu ao Céu.

As liturgias da Igreja oriental comemoram este acontecimento com Missa e ofícios próprios no dia 6 de setembro.

Aparição De São Miguel ao imperador Constantino Magno
Durante três séculos os imperadores romanos perseguiram a Igreja Católica chegando a considerar os cristãos como inimigos do gênero humano, não tendo o mesmo direito à existência. Os cristãos que confessavam a sua fé eram torturados, despojados dos seus bens que passavam para o Imperador e depois condenados à morte mais cruel. Mais de doze milhões de mártires deram por CRISTO a vida. Chegou finalmente a hora da paz com a conversão do imperador Constantino, filho da imperatriz Santa Helena, já convertida ao cristianismo. Esta paz foi preparada por São Miguel. Quando Constantino combatia Maxêncio, na Gália, província do império, São Miguel apareceu-lhe rodeado de muitos Anjos para o socorrer e assegurar a vitória. Mostrou-lhe no céu, em pleno meio-dia, uma cruz luminosa cercada por uma inscrição que dizia: "Com este este sinal vencerás”.

A Cruz tinha por cima as duas primeiras letras gregas do nome de Jesus Cristo. Não sabendo o que este sinal no céu significava, São Miguel apareceu-lhe num sonho e mandou-lhe que pusesse este sinal num estandarte que seria levado pelas suas tropas, à frente, para os combates. O imperador obedeceu e, guiado pela Cruz, caminhou a combater o seu inimigo perto de Roma. A batalha foi terrível, mas Maxêncio foi derrotado. Na fuga caiu no rio Tibre e morreu afogado. Deu-se a vitória no dia 12 de outubro do ano 312 de nossa era.
O vencedor entrou triunfante em Roma, com a Cruz à frente dos seus exércitos, e nesse mesmo ano publicou o decreto que dava paz à Igreja.

No ano 313, entrou este decreto em ordem solene, estando o imperador em Milão. Esta aparição do Arcanjo é narrada por Eusébio, o primeiro historiador da Igreja e contemporâneo de Constantino.

Segundo o escritor Nicéforas, mais duas vezes apareceu São Miguel a Constantino. Na segunda aparição, disse-lhe quanto o tinha favorecido nas batalhas. O imperador reconhecido mandou edificar na antiga Bizâncio, uma nova cidade, capital do Império do Oriente, com o nome de Constantinopla, hoje Stambul. Esta capital foi dedicada solenemente a Nosso Senhor JESUS CRISTO, por esta legenda: “A vós, ó CRISTO DEUS, eu dedico esta cidade".

Nela mandou Constantino edificar várias igrejas e um templo suntuoso em honra a São Miguel, precisamente lugar onde o Arcanjo lhe aparecera.

A terceira aparição deu-se quando parte dos habitantes da antiga Bizâncio se revoltou contra o Imperador.

Nicéforas afirma que o Arcanjo lhe disse: "Eu sou Miguel, chefe das milícias angélicas do DEUS dos exércitos, defensor e protetor da fé de CRISTO, eu te protejo com a minha ajuda na guerra que tu empreendes contra os tiranos impios. A ajuda dos meus exércitos foi-te dada”.

Aparição de São Miguel no Monte Gargano
Nos fins do século v, quando na cadeira de São Pedro regia a Igreja o Papa São Gelásio um pastor que apascentava uma manada de vacas no alto do Monte Gargano, na Itália, província da Apulia, querendo obrigar um novilho a sair de uma caverna onde se refugiara, desferiu lá dentro uma flecha, a qual retrocedeu com a mesma velocidade vindo ferir quem a lançara.

Este fato causou admiração nos que presenciaram este acontecimento e a notícia foi longe e chegou também aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade que ficava no sopé da montanha.

Julgou ele tratar-se de algum misterioso sinal da parte de DEUS e ordenou um jejum de três dias em toda a diocese, pedindo ao SENHOR se dignasse revelar-lhe do que se tratava. DEUS escutou as orações do Prelado e, passados três dias, apareceu-lhe o Arcanjo São Miguel declarando-lhe que o SENHOR queria que a ele, Anjo tutelar da Igreja, e aos outros Anjos, se edificasse naquela caverna onde se manifestou o prodígio, uma igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e proteção, como Anjo custódio da Igreja Católica.

Tendo o Bispo comunicado ao povo a visão que tivera e o que lhe fora pedido, foi ele próprio, com muita gente, observar o local. Encontraram uma caverna espaçosa em forma de templo, cavada na rocha, com uma fenda natural na abóbada, de onde jorrava a luz que a iluminava. Nada mais era preciso que pôr um altar-mor para celebrar os Divinos Mistérios (Santa Missa). Levantado o altar o Bispo consagrou-o. Todos os povos vizinhos acudiram para a cerimônia cheios de alegria e a festa durou vários dias.

Nunca mais até hoje se deixou de celebrar ali a Santa Missa, como também os outros ofícios litúrgicos, e DEUS consagra este lugar através dos séculos, com graças e milagres de toda a espécie, em favor dos que lá acorrem, doentes de corpo e alma, mostrando quanto Lhe é grata a devoção em honra do glorioso arcanjo São Miguel que defendeu, quando da revolta de lúcifer, a fidelidade ao DEUS Uno e Trino, soltando este grito: AMIGOS, QUEM É COMO DEUS?

O Santuário do glorioso Arcanjo na gruta do Monte Gargano é considerado um dos mais célebres e devotos de todo o Mundo. A Igreja, para atestar este fato histórico, marcou para o Calendário Litúrgico Universal a Festa Comemorativa desta aparição, no dia 8 de maio. Esta festa foi obrigatória para toda a Igreja até à nova reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.

Atualmente, só é obrigatória na diocese de origem e em alguns calendários particulares.
O Monte Gargano, onde está este santuário, fica perto do convento de Nossa Senhora da Graça, onde viveu e morreu o célebre estigmatizado Padre Pio de Pietrelcina, falecido em odor de santidade e canonizado.

Fonte:
Do Livro “São Miguel – Príncipe dos Exércitos Celestes” – Editora da Divina Misericórdia